Vorcaro tem 'minifrota' com mais dois aviões além do jatinho de R$ 116 milhões apreendido pela PF
Dono do Banco Master foi preso no Aeroporto de Guarulhos na última segunda-feira, 17, ao tentar embarcar em uma das aeronaves
O dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, preso na última segunda-feira, 17, enquanto passava pelo raio-x no Aeroporto de Guarulhos, tem outros dois aviões particulares além do jatinho que foi apreendido pela Polícia Federal nesta quarta-feira, 19. A aeronave apreendida, de R$ 116 milhões, foi comprada por uma empresa vinculada ao empresário.
As aquisições das três aeronaves ocorreram entre 2022 e 2024, período em que, segundo a PF, o Banco Master já estava realizando operações financeiras suspeitas.
O jatinho apreendido de Vorcaro é um Falcon 7X, da fabricante francesa Dassault Aviation, matrícula PSFST, e possui capacidade para 12 passageiros. A aeronave foi comprada em agosto de 2024 pela Viking Participações LTDA, empresa que tem Vorcaro como único sócio.
Além do Falcon 7X, a empresa ainda aparece como proprietária de outro jatinho da mesma fabricante. O Falcon 2000 da Dassault Aviation, de matrícula PPCFF, foi adquirido em fevereiro de 2022 e tem capacidade para 21 pessoas. No entanto, o Certificado de Verificação de Aeronavegabilidade está suspenso porque venceu em setembro deste ano. O jato, fabricado em 2000, pode custar até R$ 30 milhões.
A terceira aeronave é um GV-SP da fabricante norte-americana Gulfstream, matrícula PRPSE, com capacidade para 20 passageiros, fabricada em 2010 e adquirida em junho de 2023. A aeronave pode custar até R$ 123 milhões, segundo dados do Controller.
Vorcaro foi preso na noite de segunda-feira, ao tentar embarcar na aeronave que foi apreendida para fugir ao exterior. Em nota, a defesa de Vorcaro informou que ele buscou cooperar com as investigações e negou que ele fosse fugir do País.
Os advogados dizem que ele iria viajar para Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, com o objetivo de fechar uma nova operação de venda do Banco Master. O plano de voo obtido pela PF, porém, registrava como destino a ilha de Malta. Os advogados afirmam que seria feita uma parada para abastecimento no local.