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Volume de serviços prestados no País volta a ficar estável em julho, aponta IBGE

Setor passa por período de estagnação, sem tendência clara de movimento ascendente ou descendente, segundo o analista da Pesquisa Mensal de Serviços, Luiz Carlos Almeida Júnior

10 set 2026 - 10h52
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Resumo
O volume de serviços no Brasil ficou estável em julho ante junho, segundo o IBGE, indicando um período de acomodação e estagnação do setor. Apesar da estabilidade mensal, o segmento cresceu 0,9% na comparação anual, acumulando alta de 1,9% no ano e situando-se 20% acima do nível pré-pandemia. Quatro das cinco atividades pesquisadas avançaram no mês, com destaque para transportes e serviços profissionais, enquanto a queda de 2,5% em informação e comunicação conteve o resultado geral.

RIO - O volume de serviços prestados ficou estável em julho ante junho, na série com ajuste sazonal, segundo os dados da Pesquisa Mensal de Serviços, informou nesta quinta-feira, 10, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Na comparação com julho de 2025, houve avanço de 0,9% em julho, já descontado o efeito da inflação. A taxa acumulada no ano, que tem como base de comparação o mesmo período do ano anterior, foi positiva em 1,9%. No acumulado em 12 meses, houve alta de 2,4%, ante alta de 2,6% até junho.

A receita bruta nominal do setor de serviços subiu 0,1% em julho ante junho. Na comparação com julho de 2025, houve avanço de 7,1% na receita nominal.

Setor de serviços em julho ficou 0,2% abaixo do topo da série histórica, segundo o IBGE
Setor de serviços em julho ficou 0,2% abaixo do topo da série histórica, segundo o IBGE
Foto: Sérgio Castro/Estadão / Estadão

O setor de serviços ficou 0,2% abaixo do topo da série histórica, registrado em outubro de 2025, quando a atividade avançou 0,3% após ter crescido 0,7% em setembro de 2025.

Ao comentar os resultados, o analista da Pesquisa Mensal de Serviços, Luiz Carlos Almeida Júnior, afirmou que o setor passa por um período de estagnação, sem uma tendência clara de movimento ascendente ou descendente.

"O setor tem andado de lado. Não podemos falar de uma tendência nem de quebra, nem de alta", afirmou.

Segundo o pesquisador, a atividade tem passado por uma acomodação do ritmo de crescimento anterior. Ele acrescentou que, apesar do revés em julho, o setor cresceu 3,3% de abril a junho. Além disso, encontra-se, em julho de 2026, 20% acima do nível de fevereiro de 2020 (pré-pandemia).

O IBGE observou em julho uma maior disseminação de taxas positivas entre os setores, com avanço em quatro das cinco atividades divulgadas. Entre os impactos positivos, os principais foram as atividades de transporte (0,4%) e serviços profissionais, administrativos e complementares (0,6%). As demais expansões vieram dos outros serviços (0,7%) e dos serviços prestados às famílias (0,5%).

Na outra ponta, o setor de informação e comunicação (-2,5%) mostrou o único recuo de julho, devolvendo parte do crescimento acumulado entre abril e junho (3,3%). A atividade corresponde a 23,46% dos serviços.

Em relação a julho de 2025, três das cinco atividades de serviços registraram avanço. Os serviços prestados às famílias avançaram 2,9%, enquanto os serviços de informação e comunicação subiram 4,6%.

Houve avanço de 2,6% em serviços profissionais, administrativos e complementares e queda de 2,7% em transportes. Outros serviços, por sua vez, registraram recuo de 1,6% em julho, na comparação com julho de 2025.

Estadão
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