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Vendas no varejo do Brasil superam expectativa em novembro com Black Friday

15 jan 2026 - 09h03
(atualizado às 09h33)
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A Black Friday impulsionou as vendas no varejo do Brasil bem mais do que o esperado em novembro para uma alta de 1,0% em relação ao mês anterior, ‌marcando o segundo avanço seguido.

Shopping RIOSUL, no Rio de Janeiro
23/12/2025. REUTERS/Pilar Olivares
Shopping RIOSUL, no Rio de Janeiro 23/12/2025. REUTERS/Pilar Olivares
Foto: Reuters

O resultado mensal divulgado nesta quinta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e ‌Estatística (IBGE) ficou bem acima da expectativa em pesquisa da Reuters de crescimento de 0,3%, após ganho de 0,5% em outubro.

Na comparação com o mesmo mês de 2024, as vendas apresentaram alta de 1,3% contra expectativa de uma taxa de 0,2%..

A força do mercado de trabalho ‍e a renda em alta têm ajudado a compensar a política monetária restritiva, que dificulta o crédito. Ainda assim, o varejo apresentou resultados fracos durante a maior parte de 2025, chegando em novembro pela primeira vez a uma taxa de ‌1%.

A taxa básica de juros Selic está em 15% e o ‌Banco Central deve mantê-la nesse nível na reunião do final deste mês, com expectativas no mercado de que um ciclo de cortes comece em março.

Entre as oito atividades pesquisadas na pesquisa do IBGE sobre o varejo, sete apresentaram expansão das vendas, com destaque para Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (4,1%) e Móveis e eletrodomésticos (2,3%).

"Em novembro teve a Black Friday, que ajudou a dar um perfil mais distribuído ao crescimento setorial. Além disso, os setores que mais cresceram nessa passagem foram de Equipamentos para escritório, informática e comunicação e Móveis e eletrodomésticos, típicos das promoções de itens como celulares, computadores, móveis, entre outros", ressaltou Cristiano Santos, gerente da pesquisa no IBGE.

Também tiveram resultados positivos no mês Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria (2,2%); Outros artigos de uso pessoal e doméstico (2,0%); Livros, jornais, revistas e papelaria (1,5%); Hiper, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (1,0%); e Combustíveis e lubrificantes (0,6%). O único resultado negativo foi em Tecidos, vestuário e calçados (-0,8%).

No comércio varejista ‌ampliado, que inclui as atividades de veículos, motos, partes e peças; material de construção e atacado de produtos alimentícios, bebidas e fumo, houve expansão de 0,7% das vendas em novembro sobre outubro.

Enquanto as vendas de material de construção aumentaram 0,8%, as de veículos e motos caíram 0,2%.

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