Trump diz que retirará tarifas do uísque escocês após visita do rei Charles III aos EUA
Primeiro-ministro escocês celebra a medida e diz que empregos estavam em risco
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que irá remover algumas das tarifas e restrições aplicadas ao uísque escocês após a visita oficial do rei Charles III, do Reino Unido, e a rainha consorte, Camilla Parker-Bowles, a Washington.
Trump afirmou que a mudança foi feita em homenagem ao casal real logo após eles deixarem a Casa Branca para voltar ao Reino Unido. "O rei e a rainha me fizeram fazer algo que ninguém mais foi capaz de fazer, quase sem ter que pedir! Uma honra maravilhosa tê-los aqui nos EUA", disse.
Segundo o mandatário americano, a medida é relativa à capacidade da Escócia de colaborar com a produção de uísque do estado americano do Kentucky, outro grande polo da indústria da bebida, e pedidos para suspender as tarifas já haviam sido feitos antes devido ao comércio entre os dois países, especialmente dos barris de madeira utilizados para armazenagem.
O primeiro-ministro da Escócia, John Swinney classificou o anúncio como uma excelente notícia. "Empregos de muitas pessoas estavam em risco. A economia escocesa estava perdendo milhões de libras todos os meses", relatou.
Swinney disse que o governo britânico, liderado pelo primeiro-ministro Keir Starmer e que representa a Escócia na política internacional, não estava fazendo o suficiente para lidar com as tarifas sobre o uísque, tendo ele próprio conversado com Trump sobre o assunto quando o presidente americano esteve no país.
O primeiro-ministro escocês afirmou que o país está grato ao rei pelo papel fundamental que desempenhou. Swinney é membro do Partido Nacional Escocês, que defende a independência da Escócia em relação ao Reino Unido e a adoção de um modelo político republicano, em vez da monarquia representada por Charles III.
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