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Três grupos entregam propostas para leilão do Galeão, dizem fontes

24 mar 2026 - 20h02
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Três grupos apresentaram propostas para ‌participar do leilão do Galeão marcado para o final deste mês, segundo fontes a par do certame ouvidas pela Reuters.

A concessionária RIOgaleão, que já opera o terminal numa parceria entre Vinci Compass, Changi e Infraero, é um dos ⁠grupos interessados. Outros dois grandes grupos do setor, que ‌já operam no país, Aena e Zurich Airport, também estão na disputa.

O leilão está marcado para acontecer no ‌dia 30 de março, na B3, ‌em São Paulo.

O certame prevê a venda assistida ⁠da fatia da Infraero, na Sociedade de Propósito Específico (SPE) do Galeão. O valor mínimo estipulado pelo governo é de R$932 milhões, mas como haverá disputa, a expectativa é que o resultado seja maior que o piso fixado.

A Zurich ‌já atua no Brasil em aeroportos como o de Florianópolis, Vitória, Natal ‌e Macaé (RJ). A ⁠Aena administra diversos ⁠aeroportos no Brasil, entre eles o terminal de Congonhas, em São ⁠Paulo.

O Galeão apresentou um ‌forte aumento no movimento ‌de passageiros após medidas de restrição de voos e pessoas no Santos Dumont, a partir de 2023. Muitos voos e passageiros foram redirecionados para o Galeão, que ⁠antes da medida, chegou a ter menos movimento que o Santos Dumont.

No ano passado, o terminal internacional bateu recorde de passageiros ao atingir 17,8 milhões de passageiros, acima dos 14,5 milhões ‌registrados no ano anterior.

A RIOgaleão confirmou a apresentação da proposta.

"O RIOgaleão informa que, no âmbito do processo de teste ⁠de mercado referente à concessão do Aeroporto Internacional Tom Jobim, o atual grupo de acionistas apresentou, nesta terça-feira (24), a sua proposta, conforme previsto no edital da Venda Assistida. O grupo aguarda agora as próximas fases do processo", disse a empresa em comunicado.

Aena não deixou clara a participação no leilão.

"A Aena está sempre atenta às oportunidades de crescimento e de novos investimentos no setor aeroportuário brasileiro e avalia criteriosamente todas as possibilidades", disse a empresa em nota oficial.

A Zurich Brasil não se manifestou antes da publicação da matéria.

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