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Tractian recebe aporte de R$ 650 milhões e se torna novo unicórnio brasileiro de IA

Startup que tem como clientes empresas como Embraer, Coca-Coca e Eli Lilly (criadora do Mounjaro) produz sensores com inteligência artificial

22 out 2026 - 17h41
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Resumo
A Tractian tornou-se o novo unicórnio brasileiro ao captar US$ 130 milhões, alcançando a avaliação de US$ 1,4 bilhão. Especializada em sensores com inteligência artificial voltados à manutenção preditiva de maquinários industriais, a startup atende mais de 2 mil companhias globais e busca evitar paradas não planejadas na produção. O aporte, liderado pela Sapphire Ventures, financiará a expansão da plataforma para ampliar o monitoramento de ativos críticos no setor industrial.

A startup Tractian recebeu um aporte de US$ 130 milhões (cerca de R$ 650 milhões) liderado pela firma de capital de risco Sapphire Ventures e coliderado pelo fundo Catalyst, da M&G Investments. Com a captação de série D, a companhia foi avaliada em US$ 1,4 bilhão (R$ 7 bilhões) e entra para o seleto grupo de unicórnios brasileiros — como são chamadas as startups avaliadas em mais de US$ 1 bilhão.

A Tractian é especializada em sensores com inteligência artificial (IA) voltados para a indústria, monitorando o funcionamento de cada equipamento para evitar perdas com paralisações de produção para manutenções não planejadas.

Segundo um levantamento da Siemens, divulgado em janeiro, a pausa não antecipada custa cerca de US$ 1,4 trilhão ao ano para as 500 maiores indústrias do mundo. Antes do novo aporte, a startup já havia captado cerca de US$ 180 milhões (R$ 900 milhões) em outras rodadas.

De acordo com a própria Tractian, sua carteira de clientes tem mais de 2 mil empresas no mundo, incluindo a farmacêutica Eli Lilly (criadora do Mounjaro), a fabricante de eletrodomésticos Whirlpool, a Embraer e a Coca-Cola.

Igor Marinelli, CEO e fundador da Tractian, novo unicórnio brasileiro de IA
Igor Marinelli, CEO e fundador da Tractian, novo unicórnio brasileiro de IA
Foto: Tractian/Divulgação / Estadão

"Cresci vendo meu pai trabalhar como técnico de manutenção numa fábrica de papel e enxerguei de perto como as ferramentas eram atrasadas para quem cuidava daquelas máquinas. Foi dali que veio minha vontade de transformar a forma como os ativos mais críticos são mantidos. Esta rodada vai nos permitir escalar a plataforma ainda mais e fornecer insights estratégicos para otimizar a saúde das máquinas, fechar a distância entre o alerta e a ação e acabar com as paradas não planejadas e a perda de receita", diz, em nota, Igor Marinelli, CEO e fundador da Tractian.

Com a nova avaliação, a Tractian é a segunda startup a se tornar unicórnio no Brasil neste ano. A anterior havia sido a Enter, voltada ao segmento jurídico, que aplica IA para identificar processos similares e poupar custos a grandes empresas, como companhias aéreas.

Participaram do novo aporte na Tractian nomes como N47, General Catalyst, Bosch Ventures, 53 Stations, Monashees, Endeavor Catalyst, Norte Ventures, e Y Combinator.

Estadão
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