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Thyssenkrupp tem forte prejuízo trimestral com coronavírus; ações despencam

12 mai 2020 - 11h10
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O conglomerado alemão Thyssenkrupp alertou nesta terça-feira que seu prejuízo operacional pode aumentar para 1 bilhão de euros no trimestre de abril a junho devido à crise do coronavírus.

30/01/2020
REUTERS/Wolfgang Rattay
30/01/2020 REUTERS/Wolfgang Rattay
Foto: Reuters

As ações do grupo de aço para submarinos caíam cerca de 15% com as notícias, que chamaram a atenção para uma rápida deterioração da maioria de suas linhas de negócios, uma vez que montadoras e outras indústrias foram paralisadas.

O grupo, cujas operações vão desde a fabricação de peças de carros até a construção de fábricas de fertilizantes, disse que o trimestre encerrado em junho provavelmente será o ponto mais baixo de seu ano fiscal até 30 de setembro.

"O impacto total da crise em nossos negócios ainda não é previsível. Mas já está claro que as perturbações econômicas deixarão marcas muito profundas", disse Martina Merz, presidente-executiva da Thyssenkrupp.

Em um sinal de quão apertada está a situação financeira do grupo, a Thyssenkrupp disse que garantiu uma linha de crédito de 1 bilhão de euros do banco estatal alemão KfW até receber o dinheiro da venda de sua divisão de elevadores, esperada para até o final de setembro.

"Não temos um problema de liquidez", disse o vice-presidente financeiro Klaus Keysberg a jornalistas, apontando para 4,5 bilhões de euros em liquidez adicional que o grupo teve acesso em 31 de março.

Keysberg disse que o grupo estava em contato regular com a Advent e a Cinven, que em fevereiro concordaram em comprar a unidade de elevadores por 17,2 bilhões de euros, assim que a crise do coronavírus começou.

"Não há indicações de que as coisas estejam ficando críticas", disse ele, quando perguntado se havia um risco de o negócio entrar em colapso.

O grupo informou que o prejuízo líquido de janeiro a março do segundo trimestre aumentou mais de cinco vezes, para 948 milhões de euros, com a pandemia atingindo todas as linhas de negócios, principalmente siderurgia e automotiva, o maior grupo de clientes da Thyssenkrupp.

"O produto da venda da divisão de elevadores está derretendo como manteiga ao sol. A necessidade de ação é maior do que nunca", disse Michael Muders, gerente de fundos da Union Investment, um dos 20 principais acionistas.

"Estamos aguardando ansiosamente a estratégia da unidade siderúrgica."

A Thyssenkrupp atualizará os investidores sobre sua estratégia em 19 de maio. A empresa planeja encerrar ou vender ativos para interromper a saída de caixa.

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