Terremoto no Japão derruba ações de seguradoras na Europa
As ações de seguradoras europeias despencavam depois do terremoto que assolou o Japão nesta sexta-feira e levantou temores de que o setor, já abalado por diversos desastres naturais nos últimos meses, enfrentará uma nova rodada de indenizações.
A suíça Swiss Re caia em 5,9% até os 50,45 euros, a alemã Münchener Rück em 5,5% até 110,5 euros e as mais moderadas eram as perdas da seguradora Allianz, em 1,9% até os 100 euros.
A indústria disse que é muito cedo para estimar os custos do terremoto. Segundo o presidente-executivo da Munich Re, Nikolaus von Bomhard, um terremoto no Japão que acontece a cada 200 anos poderia gerar perda máxima de cerca de 2 bilhões de euros à empresa.
O maior terremoto já ocorrido no Japão em 140 anos de medições atingiu nesta sexta-feira a costa nordeste do arquipélago, provocando uma onda de dez metros de altura que varreu tudo em seu caminho, incluindo casas, navios, carros e estruturas agrícolas.
Resseguradoras, que ajudam seguradoras a absorver pedidos de indenização em troca de uma parcela do prêmio, e tipicamente têm maior exposição individual a grandes catástrofes naturais, estavam entre as principais quedas nos mercados acionários.
Analistas disseram que as resseguradoras, que já pagaram a conta das enchentes e ciclones na Austrália, bem como o terremoto na Nova Zelândia no mês passado, podem não atingir as previsões de lucro para o ano. Analistas da corretora Jefferies International estimaram que os prejuízos com o terremoto serão "significativos mas administráveis", em cerca de US$ 10 bilhões.
Com informações da EFE