Taxas dos DIs têm leves baixas em sintonia com Treasuries antes de ata do Fed
As taxas dos DIs (Depósitos Interfinanceiros) exibem leves baixas ante os ajustes anteriores nesta manhã de quarta-feira, acompanhando o viés negativo dos rendimentos dos Treasuries no exterior, com investidores à espera da divulgação da ata do Federal Reserve, à tarde.
Às 10h22, a taxa do DI para janeiro de 2028 estava em 14,015%, em baixa de 4 pontos-base ante o ajuste de 14,055% da sessão anterior. Na ponta longa da curva a termo, a taxa do DI para janeiro de 2035 estava em 14,33%, com recuo de 3 pontos-base ante o ajuste de 14,356%.
No mesmo horário, o rendimento do Treasury de dez anos --referência global para decisões de investimento-- caía 2 pontos-base, a 4,645%.
Na noite de terça-feira, o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que a guerra com o Irã terminará "muito rapidamente", enquanto o vice-presidente norte-americano, JD Vance, disse que houve progresso nas negociações.
A expectativa de um acordo abriu espaço para a queda do petróleo Brent nesta manhã, ainda que o preço do barril se mantenha em níveis elevados, perto dos US$108.
Às 15h, as atenções dos investidores estarão voltadas para a divulgação da ata do último encontro de política monetária do Fed, que pode trazer pistas sobre o futuro dos juros nos Estados Unidos.
O mercado tem elevado as apostas de que, em função da continuidade da guerra, que mantém bloqueado o tráfego de petroleiros pelo Estreito de Ormuz, o Fed poderá ser obrigado a subir juros no fim do ano para conter a inflação. Atualmente a taxa de juros norte-americana está na faixa de 3,50% a 3,75%.
No Brasil, os investidores seguem vendo chances de mais um corte da taxa básica Selic em junho, mas este pode ser o último antes de uma interrupção no ciclo atual de flexibilização, em função dos impactos inflacionários da guerra no Oriente Médio.
Na última segunda-feira -- dado consolidado mais recente -- as opções de Copom negociadas na B3 precificavam 60% de probabilidade de novo corte de 25 pontos-base da Selic em junho, contra 35,5% de chance de manutenção da taxa básica em 14,50% e 3% de possibilidade de redução de 50 pontos-base.
Para a decisão seguinte, em agosto, os percentuais eram de 51,5% para manutenção, 33,5% para corte de 25 pontos-base e 10% para redução de 50 pontos-base.
No campo político, os investidores também seguem atentos aos desdobramentos do caso envolvendo a relação entre o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o ex-dono do banco Master, Daniel Vorcaro, que está preso.
Na terça-feira, Flávio Bolsonaro admitiu ter se reunido pessoalmente com Vorcaro no fim de 2025, quando o banqueiro já havia passado por sua primeira prisão preventiva e estava utilizando uma tornozeleira eletrônica.
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