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Taxas dos DIs têm ganhos firmes após novos ataques do Irã

4 mai 2026 - 17h09
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As taxas dos DIs (Depósitos Interfinanceiros) ‌fecharam a segunda-feira com ganhos firmes, próximos de 20 pontos-base em vários vencimentos, após novos ataques do Irã relacionados ao Estreito de Ormuz, em meio a esforços dos EUA para liberar a hidrovia.

A reescalada do conflito no Oriente Médio também deu força aos rendimentos dos Treasuries e aos preços do petróleo tipo Brent, que voltaram a superar os US$114 o barril.

No fim ⁠da tarde, a taxa do DI para janeiro de 2028 estava em 13,965%, em alta de ‌21 pontos-base ante o ajuste de 13,791% da sessão anterior. Na ponta longa da curva a termo, a taxa do DI para janeiro de 2035 estava em 13,905%, com elevação ‌de 21 pontos-base ante o ajuste de 13,698%.

Informações desencontradas ‌vindas de Irã e EUA permearam as mesas de operação em todo o mundo ⁠nesta segunda-feira.

Os EUA afirmaram que alguns de seus destróieres estavam dentro do Golfo Pérsico e que dois navios mercantes com bandeira norte-americana cruzaram o estreito em segurança, o que foi negado pelos iranianos. O Irã disse ter disparado contra um navio de guerra norte-americano que se aproximava do estreito, forçando-o a retornar.

As autoridades iranianas divulgaram ainda um mapa com uma área marítima ‌expandida agora sob seu controle, que se estende muito além do Estreito de Ormuz para incluir ‌vastas áreas de águas internacionais, ⁠incluindo longos trechos do ⁠litoral dos Emirados Árabes Unidos -- que sofreram ataques do Irã com drones e mísseis.

Conforme a Coreia do Sul, ⁠houve ainda uma explosão e um incêndio em ‌um de seus navios mercantes, mas ‌não estava claro se a embarcação foi alvo de um ataque.

O noticiário sobre a guerra no Oriente Médio, que se intensificou durante o dia, deu força ao dólar e aos rendimentos dos Treasuries, com reflexos na curva a termo brasileira.

Às 15h21, a taxa ⁠do DI para janeiro de 2035 atingiu a máxima de 13,920%, em alta de 22 pontos-base.

Na agenda doméstica, destaque para evento em que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou a medida provisória do Novo Desenrola -- programa do governo federal para negociação de dívidas de pessoas físicas, micro e pequenas empresas e ‌pequenos produtores rurais. Até R$15 bilhões em garantias da União serão usados para viabilizar juros mais baixos aos devedores, com um impacto fiscal de até R$5 bilhões.

O anúncio, no entanto, ⁠pouco sensibilizou a curva brasileira, mais influenciada pelo cenário negativo no exterior.

No boletim Focus divulgado no início do dia pelo Banco Central, a mediana das projeções dos economistas para a inflação brasileira em 2026 subiu de 4,86% para 4,89% e em 2027 seguiu em 4,00%. A taxa básica Selic projetada para o fim deste ano permaneceu em 13,00% e para o final do próximo ano seguiu em 11,00%. Atualmente a Selic está em 14,50% ao ano, após corte de 25 pontos-base pelo BC na semana passada.

Na quinta-feira antes do feriado do Dia do Trabalho, as opções de Copom negociadas na B3 precificavam 55% de probabilidade de novo corte de 25 pontos-base em junho, contra 30% de chance de manutenção em 14,50% e 12% de possibilidade de redução de 50 pontos-base.

Às 16h37, o rendimento do Treasury de dez anos --referência global para decisões de investimento-- subia 6 pontos-base, a 4,438%.

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