Taxas dos DIs sobem sob influência dos Treasuries e com mercado à espera de nova pesquisa eleitoral
As taxas dos DIs operam em alta refletindo o avanço dos Treasuries após a inflação ao consumidor dos EUA subir 0,6% em setembro, dentro do esperado. No cenário interno, investidores digerem a queda de 0,1% no setor de serviços em agosto e aguardam nova pesquisa Quaest. O mercado monitora o cenário eleitoral, onde Flávio Bolsonaro, visto com otimismo fiscal, confirmou presença em debate contra Lula após pesquisas apontarem empate técnico na disputa presidencial.
As taxas dos DIs operavam em alta nesta quarta-feira, acompanhando o avanço firme dos rendimentos dos Treasuries no exterior, após a divulgação de novos dados de inflação nos Estados Unidos.
No Brasil, o noticiário político também segue no radar, com os investidores à espera da divulgação de nova pesquisa eleitoral, à noite.
Às 9h56, a taxa do DI (Depósito Interfinanceiro) para janeiro de 2028 estava em 12,775%, em alta de 8 pontos-base ante o ajuste de 12,699% da sessão anterior. Na ponta longa da curva a termo, a taxa do DI para janeiro de 2035 estava em 12,655%, com elevação de 8 pontos-base ante 12,579%.
No mesmo horário, o rendimento do Treasury de dez anos --referência global para decisões de investimento-- subia 11 pontos-base, a 5,323%.
O governo dos EUA informou que seu índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) subiu 0,6% em setembro, em linha com o projetado por economistas ouvidos pela Reuters. Imediatamente após a divulgação, os rendimentos dos Treasuries de curto e longo prazo dispararam, o que também se refletiu na curva a termo brasileira.
No campo político, a nova pesquisa Quaest sobre a disputa pela Presidência será divulgada após as 18h. Na terça-feira, outras pesquisas -- entre elas uma da BTG/Nexus -- mostraram empate técnico no segundo turno entre o senador Flávio Bolsonaro (PL) e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Nesta manhã, Flávio disse que participará do debate eleitoral promovido pela Band no próximo domingo, após ter afirmado na terça-feira que não iria ao evento. Lula já havia confirmado sua participação.
Flávio segue como o nome favorito do mercado, que vê em sua eleição a possibilidade de maior controle das contas públicas -- ainda que o candidato e seus porta-vozes econômicos não tenham apresentado propostas concretas de ajuste.
Na visão de boa parte dos agentes do mercado, o equilíbrio das contas públicas abriria espaço para juros mais baixos, o que se refletiu na semana passada na redução de prêmios na curva de DIs e no recuo do dólar ante o real.
Mais cedo, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que o setor de serviços recuou 0,1% em agosto ante julho e teve alta de 0,6% ante agosto do ano passado. Economistas ouvidos pela Reuters projetavam alta de 0,4% na margem e elevação de 1,1% na comparação anual.
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