Taxas dos DIs sobem após retomada de ataques entre EUA e Irã
As taxas dos DIs (Depósitos Interfinanceiros) operam com altas leves nesta segunda-feira, em sintonia com o avanço dos rendimentos dos Treasuries no exterior, em meio à retomada dos ataques entre EUA e Irã no Oriente Médio.
Às 11h12, a taxa do DI para janeiro de 2028 estava em 13,905%, em alta de 5 pontos-base ante o ajuste de 13,857% da sessão anterior. Na ponta longa da curva a termo, a taxa do DI para janeiro de 2035 estava em 14,28%, com elevação de 2 pontos-base ante o ajuste de 14,258%.
No fim de semana e nesta segunda-feira, forças dos EUA e do Irã trocaram ataques com mísseis e drones no Oriente Médio e Teerã disse ter fechado novamente o Estreito de Ormuz, por onde eram transportados cerca de 20% do petróleo e do gás comercializados no mundo.
Em reação, o petróleo Brent subia para a faixa dos US$78 o barril nesta manhã, enquanto os rendimentos dos Treasuries também avançavam.
Às 11h12, o rendimento do Treasury de dez anos -- referência global para decisões de investimento -- subia 2 pontos-base, a 4,585%.
No Brasil, isso se traduz na alta -- ainda que moderada -- das taxas dos DIs, em especial entre os contratos com prazos curtos e intermediários.
No boletim Focus divulgado mais cedo, a mediana das projeções dos economistas do mercado para a taxa básica Selic no fim de 2026 seguiu em 14,00%, o que pressupõe mais um corte até o fim do ano de 25 pontos-base da taxa básica, hoje em 14,25%. Para o final de 2027, a projeção da Selic permaneceu em 12,00%.
Já a inflação projetada no Focus para o fim deste ano cedeu de 5,30% para 5,16%. Para o encerramento de 2027, passou de 4,18% para 4,20%.
"Hoje, o alívio do IPCA tem força para deslocar a parte curta da curva, mas ainda não domina os prazos longos. Neles, prevalece uma avaliação mais ampla sobre contas públicas, estabilidade cambial, liquidez internacional e risco geopolítico", pontuou Edgar Araújo, CEO da Azumi Investimentos, em comentário escrito.
Na última quinta-feira -- atualização mais recente -- a precificação das opções de Copom negociadas na B3 indicava 78% de chance de corte de 25 pontos-base da Selic em agosto, contra 21,5% de probabilidade de manutenção da taxa básica em 14,25%. Três semanas antes, em 18 de junho, o quadro era o inverso, com 28,5% para corte de 25 pontos-base e 66% para manutenção.
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