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Taxas dos DIs oscilam perto da estabilidade no Brasil

15 jul 2026 - 10h31
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As taxas ‌dos DIs (Depósitos Interfinanceiros) oscilam próximas da estabilidade nesta manhã de quarta-feira, enquanto no exterior os rendimentos dos Treasuries exibem leves baixas, após dados de inflação dos EUA na véspera terem provocado fortes ajustes nas curvas de juros ao redor do mundo.

Às 10h08, a taxa do ⁠DI para janeiro de 2028 estava em 13,865%, em queda de ‌1 ponto-base ante o ajuste de 13,873% da sessão anterior. Na ponta longa da curva a termo, a taxa do DI para ‌janeiro de 2035 estava em 14,295%, com ‌alta de 1 ponto-base ante o ajuste de 14,287%.

No mesmo ⁠horário, o rendimento do Treasury de dez anos -- referência global para decisões de investimento -- caía 2 pontos-base, a 4,565%.

Na terça-feira as taxas dos DIs fecharam em queda, acompanhando o recuo firme dos rendimentos dos Treasuries após os EUA registrarem deflação maior que o esperado pelo ‌mercado em junho. O resultado reduziu as apostas de alta de juros ‌pelo Federal Reserve ⁠no curto prazo.

Nesta ⁠quarta-feira, passados os ajustes mais intensos aos dados de inflação dos EUA, tanto ⁠a curva norte-americana quanto a brasileira ‌mostram maior acomodação, ainda ‌que o cenário geopolítico siga inspirando cautela.

Os EUA conduziram uma nova onda de ataques contra o Irã, após restabelecerem um bloqueio naval aos portos iranianos, enquanto Teerã ameaçou interromper o tráfego de ⁠navios no Estreito de Ormuz.

O petróleo Brent subia novamente nesta manhã, para a faixa dos US$85 o barril.

No Brasil, investidores repercutem também a pesquisa Genial/Quaest sobre a eleição presidencial, mostrando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva com ‌45% das intenções de voto no segundo turno, contra 37% do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). A margem de erro é de dois pontos ⁠percentuais. No levantamento anterior, Lula tinha 44% e Flávio somava 38%.

A possibilidade de um novo mandato para Lula ainda é tratada com desconfiança por parte do mercado, que vê mais chances de controle das contas públicas com uma eventual mudança de governo.

No campo comercial, o Brasil se prepara para a imposição de uma nova tarifa de 25% pelos EUA, que pode atingir mais de 4 mil produtos brasileiros, após meses de negociações intensas, mas em grande parte infrutíferas, disseram à Reuters quatro fontes que acompanham as discussões.

Apesar do cenário turbulento, os investidores seguem precificando novo corte da Selic, hoje em 14,25% ao ano, no início de agosto.

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