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Taxas dos DIs despencam com expectativa de acordo entre Irã e EUA

6 mai 2026 - 16h54
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As taxas dos DIs (Depósitos Interfinanceiros) ‌fecharam a quarta-feira com perdas firmes, superiores a 20 pontos-base em vários vencimentos, com o mercado eliminando parte dos prêmios de risco da curva a termo na esteira de notícias de que Irã e EUA podem estar próximos de um acordo para encerrar a guerra.

Com os rendimentos dos Treasuries em queda firme, no fim da tarde a taxa ⁠do DI para janeiro de 2028 estava em 13,605%, em baixa de 22 pontos-base ante ‌o ajuste de 13,825% da sessão anterior. Na ponta longa da curva a termo, a taxa do DI para janeiro de 2035 estava em 13,72%, com queda de ‌15 pontos-base ante o ajuste de 13,865%.

No início do ‌dia, uma fonte paquistanesa familiarizada com as conversas diplomáticas afirmou que Irã e ⁠EUA estão perto de um acordo sobre um memorando de uma página para encerrar o conflito no Golfo Pérsico.

A informação surgiu após o site Axios ter noticiado que a Casa Branca acredita estar perto de um memorando para encerrar a guerra com o Irã, depois que o presidente norte-americano Donald Trump suspendeu uma missão naval de três dias para ‌reabrir o Estreito de Ormuz.

Durante a tarde, Trump reforçou a expectativa de um acordo. "Estamos indo ‌muito bem no Irã. Está ⁠tudo indo muito bem, ⁠e veremos o que acontece. Eles querem fazer um acordo, querem negociar", disse Trump em um evento ⁠na Casa Branca. A jornalistas, Trump disse ‌ainda que é muito possível ‌que Washington e Teerã fechem um acordo.

O otimismo de que os dois países possam de fato chegar a um acordo para reabrir o Estreito de Ormuz -- por onde passam 20% do petróleo e do gás comercializado no mundo -- conduziu a busca ⁠por ativos de risco, como ações.

O petróleo Brent cedeu para a faixa dos US$101 o barril, reduzindo as preocupações em torno dos efeitos da guerra sobre a inflação nos países.

Em reação, os rendimentos dos Treasuries tiveram baixas firmes, assim como as taxas dos DIs no Brasil. Às 9h02, na abertura da ‌sessão, a taxa do DI para janeiro de 2035 marcou a mínima de 13,650%, em baixa de 22 pontos-base.

No mercado, a percepção é de que a possibilidade de ⁠fim da guerra eleva as chances de mais cortes de juros pelo Banco Central.

Na segunda-feira -- dado consolidado mais recente -- as opções de Copom negociadas na B3 precificavam 50% de probabilidade de novo corte de 25 pontos-base da Selic em junho, contra 39% de chance de manutenção em 14,50% e 7,5% de possibilidade de redução de 50 pontos-base.

"Naturalmente que se o conflito chegar ao fim, a possibilidade de o Copom continuar cortando juros, em ritmo de 0,25, aumenta substancialmente a depender da evolução dos preços de petróleo, alimentos, fertilizantes e outras commodities", pontuou em relatório o diretor da consultoria Wagner Investimentos, José Faria Júnior.

Às 16h39, o rendimento do Treasury de dez anos --referência global para decisões de investimento-- caía 7 pontos-base, a 4,35%.

Veja como estavam as taxas dos principais contratos de DI no fim da tarde desta quarta-feira:

Mês Ticke Taxa Ajuste Variação

r (% anterior (p.p.)

a.a.) (% a.a.)

JUL/26 14,356 14,365 -0,009

JAN/27 14,05 14,149 -0,099

JAN/28 13,605 13,825 -0,22

JAN/29 13,515 13,744 -0,229

JAN/30 13,565 13,788 -0,223

JAN/31 13,595 13,8 -0,205

JAN/35 13,72 13,865 -0,145

(Edição de Isabel Versiani)

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