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Taxas de DIs caem com expectativa de fim da guerra e curva precifica corte de 0,50 p.p. na Selic

10 mar 2026 - 16h55
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As taxas dos DIs fecharam ‌a terça-feira com quedas firmes, com investidores elevando as apostas de que o Copom cortará a Selic em 0,50 ponto percentual na próxima semana, após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sinalizar que o desfecho da guerra com o Irã pode ser rápido.

Em sintonia com a queda forte do petróleo no exterior e o ⁠novo recuo do dólar ante o real, a taxa do DI (Depósito Interfinanceiro) para janeiro ‌de 2027 estava em 13,6% no fim da tarde, com recuo 14 pontos-base ante o ajuste de 13,741% da sessão anterior. Na ponta longa da curva, ‌a taxa do DI para janeiro de 2035 marcava ‌13,68%, com baixa de 15 pontos-base ante 13,83%.

Na tarde de segunda-feira, declarações ⁠de Trump de que a guerra dos EUA e de Israel com o Irã estaria praticamente concluída já haviam enfraquecido as taxas futuras no Brasil.

Trump disse na véspera a parlamentares republicanos que a guerra "será concluída muito rapidamente" e, em entrevista à Fox News, afirmou que é possível que ele esteja disposto a conversar com o ‌Irã.

A esperança de que a guerra possa terminar no curto prazo, normalizando o fluxo ‌de petróleo pelo Estreito de ⁠Ormuz, próximo do Irã, ⁠fez os preços da commodity despencarem para perto de US$84 o barril em Nova York ⁠nesta terça-feira.

A queda forte do petróleo, que ‌na véspera esteve perto dos ‌US$120, diminuiu as preocupações quanto aos efeitos inflacionários da guerra ao redor do mundo -- incluindo no Brasil.

"A curva de juros no Brasil subiu com o receio da guerra e agora, com alguns sinais de que ela pode ter curta ⁠duração, o mercado está voltando", resumiu durante a tarde Luciano Rostagno, estrategista-chefe e sócio da EPS Investimentos.

"Parece que os Estados Unidos estão conseguindo alcançar seu objetivo de forma rápida. E se for isso mesmo, o petróleo tende a se acomodar."

A taxa do DI para janeiro de 2027 -- ‌um dos mais líquidos - atingiu a mínima de 13,455% (-29 pontos-base) às 14h19, quando o dólar à vista também estava no menor valor do dia, aos R$5,1326.

O movimento ⁠nos DIs refletiu a elevação das apostas de que o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central aplicará na próxima semana um corte maior da Selic, hoje em 15%.

Durante a tarde, a curva de juros brasileira precificava cerca de 76% de probabilidade de corte de 50 pontos-base da Selic, contra 24% de chance de redução de 25 pontos-base, conforme a EPS Investimentos. Na segunda-feira, os percentuais eram de 28% e 72%, respectivamente.

No exterior, a queda do petróleo manteve a curva norte-americana relativamente acomodada. Às 16h34, o rendimento do Treasury de dois anos -- que reflete apostas para os rumos das taxas de juros de curto prazo -- tinha queda de 1 ponto-base, a 3,584%. Já o retorno do título de dez anos -- referência global para decisões de investimento -- subia 1 ponto-base, a 4,148%.

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