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Taxas curtas de DIs zeram altas e longas caem com baixa do dólar e fala de Trump sobre guerra

9 mar 2026 - 16h59
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As taxas dos ‌DIs de curto prazo fecharam a segunda-feira próximas da estabilidade e as longas encerraram em queda, apagando as fortes altas vistas no início do dia, em sintonia com o recuo firme do dólar ante o real e após declarações do presidente dos EUA, ⁠Donald Trump, de que a guerra no Oriente Médio está "praticamente concluída".

Com ‌o dólar oscilando abaixo dos R$5,17 neste fim de tarde, a taxa do DI (Depósito Interfinanceiro) para janeiro de 2028 estava ‌em 13,19%, com elevação de apenas 2 ‌pontos-base ante o ajuste de 13,17% da sessão anterior. ⁠Na ponta longa da curva, a taxa do DI para janeiro de 2035 marcava 13,765%, com queda de 9 pontos-base ante 13,856%.

No fim de semana o Irã nomeou Mojtaba Khamenei para suceder seu pai, Ali Khamenei, como líder supremo, em uma sinalização de que ‌a vertente linha-dura segue no comando em Teerã, uma semana após ‌o início do conflito ⁠com os ⁠Estados Unidos e Israel. Anteriormente, o presidente dos EUA, Donald Trump, havia afirmado ⁠que a nomeação de Mojtaba ‌seria "inaceitável".

Em meio à escalada ‌da guerra, os preços do petróleo se aproximaram dos US$120 o barril na madrugada desta segunda-feira, o maior valor desde meados de 2022, elevando preocupações de que a disparada da commodity ⁠possa impulsionar a inflação, inclusive no Brasil.

Com o dólar em alta ante o real no início do dia, a taxa do DI para janeiro de 2028 atingiu a máxima de 13,480% (+31 pontos-base) às 9h57.

A perda de ‌força do dólar ante o real, no entanto, reduziu os prêmios na curva brasileira, que perto do fim da sessão regular ⁠foi impactada ainda por declarações de Trump sobre a guerra.

Trump disse à CBS em entrevista que acredita que a guerra contra o Irã "está praticamente concluída" e que os EUA estão "muito à frente" do prazo inicial estimado de quatro a cinco semanas, segundo relato de um repórter da rede na plataforma X.

O resultado no Brasil foi a reaproximação das taxas curtas da estabilidade, enquanto as longas cederam, com o dólar também renovando as menores cotações do dia.

No exterior, os rendimentos dos Treasuries também despencaram. Às 16h43, o rendimento do Treasury de dez anos -- referência global para decisões de investimento -- caía 3 pontos-base, a 4,1%.

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