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Taxas caem após nova pesquisa eleitoral em dia de liquidez afetada por jogo da Copa

29 jun 2026 - 16h55
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As taxas dos DIs (Depósitos Interfinanceiros) ‌fecharam a segunda-feira em baixa, após nova pesquisa eleitoral indicar empate técnico entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) na disputa pelo Planalto.

No exterior, os rendimentos dos Treasuries de curto prazo tinham altas leves neste fim de tarde, enquanto os longos estavam próximos da estabilidade, depois de EUA e Irã concordarem em suspender as ⁠hostilidades recentes.

Após a liquidez despencar durante o jogo entre Brasil e Japão pela Copa do ‌Mundo, no fim da tarde a taxa do DI para janeiro de 2028 estava em 14,095%, em baixa de 6 pontos-base ante o ajuste de 14,159% da sessão anterior. Na ‌ponta longa da curva a termo, a taxa do ‌DI para janeiro de 2035 estava em 14,27%, em queda de 6 pontos-base ⁠ante o ajuste de 14,334%.

No início do dia, pesquisa BTG/Nexus mostrou Lula com 47% das intenções de voto no segundo turno, contra 44% de Flávio. Como a margem de erro da pesquisa é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos, os dois estão em empate técnico. No levantamento anterior, os percentuais eram de 49% e 43%, respectivamente.

Operador ouvido pela ‌Reuters chamou atenção para o fato de Lula ter caído na pesquisa, levando ao empate técnico. ‌No mercado, a derrota de ⁠Lula é vista como ⁠um fator favorável ao equilíbrio das contas públicas.

Mais cedo, o Tesouro informou que o governo central teve ⁠déficit primário de R$53,257 bilhões em maio, após ‌rombo de R$40,249 bilhões registrado ‌no mesmo mês de 2025. Economistas consultados pela Reuters esperavam que o dado, que compreende as contas de Tesouro, Banco Central e Previdência Social, seria deficitário em R$53 bilhões no mês passado.

Durante a tarde, a liquidez no mercado despencou e as taxas ⁠futuras pouco variaram durante partida que terminou com a vitória do Brasil por 2 a 1 sobre o Japão.

No exterior, após um projétil iraniano atingir um navio de carga no Estreito de Ormuz na quinta-feira, EUA e Irã trocaram ataques e acusações de violação do cessar-fogo provisório nos dias seguintes. No domingo, ‌porém, uma autoridade norte-americana afirmou que os dois países haviam concordado em suspender as hostilidades e retomar as negociações.

Às 16h34, o rendimento do Treasury de dois anos -- que reflete apostas ⁠para os rumos das taxas de juros de curto prazo -- tinha alta de 1 ponto-base, a 4,102%. Já o retorno do título de dez anos -- referência global para decisões de investimento -- mostrava estabilidade, a 4,373%.

Mais cedo, a Fundação Getulio Vargas (FGV) informou que o Índice Geral de Preços-Mercado (IGP-M) passou a cair 0,50% no Brasil em junho, depois de ter registrado alta de 0,84% no mês anterior. A expectativa em pesquisa da Reuters era de recuo de 0,45%. Em 12 meses até junho, o IGP-M acumulou alta de 3,16%.

Já o boletim Focus do Banco Central mostrou que a mediana das projeções do mercado para a inflação em 2026 seguiu em 5,33% e em 2027 foi de 4,15% para 4,17%. A Selic esperada para o fim deste ano seguiu em 14,00% -- o que pressupõe mais um corte de 25 pontos-base da taxa até o fim do ano.

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