Setor de serviços volta a decepcionar no Brasil com retração em agosto
O setor de serviços no Brasil caiu 0,1% em agosto ante julho, contrariando a expectativa de alta de 0,4% e evidenciando a desaceleração da economia nacional. Segundo o IBGE, três das cinco atividades monitoradas recuaram, pressionadas pelo impacto dos juros altos na atividade produtiva. O resultado negativo reforça o desaquecimento econômico do país às vésperas do segundo turno das eleições e da próxima decisão do Banco Central sobre a continuidade dos cortes na taxa Selic.
O desempenho do setor de serviços voltou a decepcionar em agosto, evidenciando a desaceleração da atividade econômica no país poucos dias antes do segundo turno da eleição presidencial, mostraram dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quarta-feira.
O volume do setor caiu 0,1% frente a julho e teve alta de 0,6% sobre o mesmo mês do ano anterior. Economistas consultados em pesquisa da Reuters esperavam um crescimento de 0,4% na comparação mensal e uma alta de 1,1% na comparação anual.
Em julho, o setor de serviços já havia frustrado expectativas de crescimento, mantendo-se estável sobre o mês anterior.
Os novos dados do IBGE mostraram que três das cinco atividades acompanhadas apresentaram retração em agosto sobre julho: transportes (-0,2%), profissionais, administrativos e complementares (-0,2%) e outros serviços (-1,0%). Já os serviços prestados às famílias cresceram 2,1%, enquanto o segmento de informação e comunicação ficou estável.
A economia brasileira vem mostrando desaquecimento em meio a um cenário de juros elevados, ainda que em queda. Em julho, o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) registrou retração de 0,5% sobre junho, no terceiro recuo mensal consecutivo do índice.
O Banco Central voltará a se reunir em 3 e 4 de novembro para deliberar sobre os juros, e a expectativa de economistas e analistas de mercado é que promova o sexto corte consecutivo de 0,25 ponto percentual na taxa Selic, atualmente em 13,75%.
Antes da decisão do BC, em 25 de outubro, ocorrerá o segundo turno das eleições, com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) disputando a Presidência.
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