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Setor de serviços volta a decepcionar no Brasil com retração em agosto

14 out 2026 - 09h07
(atualizado às 09h47)
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Resumo
O setor de serviços no Brasil caiu 0,1% em agosto ante julho, contrariando a expectativa de alta de 0,4% e evidenciando a desaceleração da economia nacional. Segundo o IBGE, três das cinco atividades monitoradas recuaram, pressionadas pelo impacto dos juros altos na atividade produtiva. O resultado negativo reforça o desaquecimento econômico do país às vésperas do segundo turno das eleições e da próxima decisão do Banco Central sobre a continuidade dos cortes na taxa Selic.

O ‌desempenho do setor de serviços voltou a decepcionar em agosto, evidenciando a desaceleração da atividade econômica no país poucos dias antes do segundo turno da eleição presidencial, mostraram dados do Instituto Brasileiro ⁠de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quarta-feira.

O volume do ‌setor caiu 0,1% frente a julho e teve alta de 0,6% sobre o mesmo ‌mês do ano anterior. Economistas ‌consultados em pesquisa da Reuters esperavam um ⁠crescimento de 0,4% na comparação mensal e uma alta de 1,1% na comparação anual.

Em julho, o setor de serviços já havia frustrado expectativas de crescimento, mantendo-se estável sobre o mês anterior.

 Os ‌novos dados do IBGE mostraram que três das cinco ‌atividades acompanhadas ⁠apresentaram retração ⁠em agosto sobre julho: transportes (-0,2%), profissionais, administrativos e complementares (-0,2%) e ⁠outros serviços (-1,0%). Já ‌os serviços prestados ‌às famílias cresceram 2,1%, enquanto o segmento de informação e comunicação ficou estável.

A economia brasileira vem mostrando desaquecimento em meio a um ⁠cenário de juros elevados, ainda que em queda. Em julho, o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) registrou retração de 0,5% sobre junho, no terceiro ‌recuo mensal consecutivo do índice.

O Banco Central voltará a se reunir em 3 e 4 de ⁠novembro para deliberar sobre os juros, e a expectativa de economistas e analistas de mercado é que promova o sexto corte consecutivo de 0,25 ponto percentual na taxa Selic, atualmente em 13,75%.

Antes da decisão do BC, em 25 de outubro, ocorrerá o segundo turno das eleições, com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) disputando a Presidência.

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