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Embraer compra 51% da companhia indiana Novavayu Aerospace

Fabricante brasileira também recebeu encomenda de 26 aeronaves da Japan Airlines, com entregas previstas para começar em 2029

14 out 2026 - 09h55
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Resumo
A Embraer comprou 51% da indiana Novavayu Aerospace, subsidiária do grupo Mahindra & Mahindra, tornando-se sua controladora. Paralelamente, a fabricante brasileira fechou a venda de 26 jatos E190-E2 para a Japan Airlines, sendo 16 pedidos firmes e 10 opções, com entregas a partir de 2029. A companhia japonesa busca modernizar sua frota doméstica com aeronaves mais eficientes em consumo, custos e emissões, adaptando-se às novas demandas operacionais do setor aéreo no país.

A Embraer assinou um acordo de investimento para adquirir 51% de participação na empresa Novavayu Aerospace Limited (NAL), subsidiária indireta integral do grupo indiano Mahindra & Mahindra. O acordo foi assinado em 9 de outubro, segundo informou o grupo em comunicado às bolsas do país.

Com a conclusão da aquisição, segundo a carta, a NAL deixará de ser subsidiária integral e passará a ser classificada como associada da MDSL, que é subsidiária indireta integral da Mahindra.

A companhia disse ainda que publicou os detalhes da transação, exigidos pelas regras de divulgação da SEBI (Securities and Exchange Board of India, o órgão regulador do mercado de capitais da Índia).

Embraer assinou acordo para adquirir 51% de participação na indiana Novavayu Aerospace Limited (NAL)
Embraer assinou acordo para adquirir 51% de participação na indiana Novavayu Aerospace Limited (NAL)
Foto: Divulgação/Embraer / Estadão

Companhia japonesa encomenda 26 jatos

A Japan Airlines (JAL) decidiu incorporar o Embraer E190-E2 como sucessor da frota regional de E170/E190 operada pela J-AIR, sua subsidiária que atua em rotas domésticas no Japão com hub principal no Aeroporto de Osaka (Itami).

A companhia encomendou 26 aeronaves, sendo 16 pedidos firmes e dez opções, com entregas previstas para começar no ano fiscal de 2029, segundo comunicado.

A JAL afirmou em comunicado que a aviação doméstica tem enfrentado mudanças rápidas no ambiente operacional, citando queda na demanda corporativa, alterações demográficas de longo prazo e custos maiores pressionados por inflação e câmbio. Segundo a empresa, a decisão se insere nas reformas previstas na estratégia "JAL Group Management Vision 2035", com foco em manter uma rede doméstica sustentável.

A companhia japonesa destaca que o E190-E2, com novos motores e projeto de asas, tem melhora relevante de eficiência de combustível e redução de emissões de CO2 em relação à geração anterior, além de níveis de ruído menores e potencial de redução de custos de manutenção.

Estadão
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