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Retração da indústria da China perde força, mas fraqueza de serviços indica recuperação desigual

31 ago 2026 - 07h11
(atualizado às 08h02)
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Resumo
A atividade industrial da China melhorou em agosto com a alta do PMI para 49,8, superando expectativas, mas ainda segue em contração. Em contraste, o setor de serviços e construção estagnou em 49,0, o menor nível desde 2022. Essa divergência reforça os desequilíbrios da economia chinesa, que continua dependente de exportações diante da fraqueza no consumo interno e no mercado imobiliário, aumentando a pressão por novos estímulos governamentais para sustentar o crescimento do país.

‌A atividade industrial da China melhorou em agosto devido à demanda mais forte mas permaneceu em contração, enquanto os serviços continuaram fracos, ressaltando o aprofundamento dos desequilíbrios na economia e alimentando os pedidos por medidas para impulsionar a economia.

A divergência entre ⁠os setores industrial e de serviços sugere que a China ‌continuará a depender da manufatura e das exportações para impulsionar o crescimento, já que o ritmo de expansão permanece ‌sob pressão devido ao consumo interno e ‌aos investimentos pouco animadores.

O Índice de Gerentes de Compras (PMI) ⁠oficial do setor industrial subiu de 49,2 em julho para 49,8 em agosto, permanecendo abaixo da marca de 50 que separa crescimento de contração, segundo pesquisa divulgada nesta segunda-feira pelo Escritório Nacional de Estatísticas. O resultado ficou acima da previsão ‌de 49,6 em uma pesquisa da Reuters.

Os dados do escritório mostraram ‌que tanto a demanda ⁠quanto a ⁠produção melhoraram em agosto, com os subíndices de novos pedidos e produção ⁠retornando à zona de expansão, ‌acima de 50.

"A demanda ‌interna parece estar se recuperando, embora seja mais provável que isso tenha sido impulsionado pela inteligência artificial e pelas exportações do que pela expansão das políticas", disse Xu ⁠Tianchen, economista sênior da Economist Intelligence Unit.

O PMI do setor não industrial, que abrange serviços e construção, repetiu a leitura de julho de 49,0, a mais fraca desde dezembro de 2022.

"Como o setor de ‌serviços da China é voltado principalmente para o mercado interno, isso sugere que a demanda interna permaneceu relativamente fraca em agosto", ⁠afirmou Lynn Song, economista-chefe do ING para a Grande China, em uma nota. "Por enquanto, os dados do PMI sugerem que teremos mais um mês de atividade interna relativamente fraca em agosto, com qualquer possível recuperação provavelmente sendo limitada."

Dados econômicos divulgados no início deste mês mostraram que o crescimento continuou sob pressão no início do segundo semestre, com o consumo de bens e a produção industrial apresentando desaceleração.

O investimento em ativos fixos ampliou a queda, e o mercado imobiliário ainda luta para se recuperar após mais de cinco anos de recessão.

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