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Restrições da China às terras raras colocam em risco US$6,5 tri da indústria ocidental, diz IEA

16 jul 2026 - 09h30
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A implementação ‌total das restrições à exportação de terras raras pela China poderia colocar em risco US$6,5 trilhões em produção downstream fora do país, alertou a Agência Internacional de ⁠Energia (IEA, na sigla em inglês) nesta quinta-feira.

A ‌China, maior produtora mundial de terras raras, ampliou os controles de exportação ‌em outubro do ano passado ‌para abranger materiais adicionais e ⁠introduziu novas exigências de licenças, mas posteriormente concordou em adiar a implementação por um ano.

As terras raras são um grupo de 17 metais utilizados em pequenas quantidades, ‌mas essenciais para produtos que vão desde ‌carros e aeronaves ⁠até ⁠eletrônicos e sistemas de armas.

Se os controles entrarem em ⁠vigor plenamente, ‌cerca de US$6,5 ‌trilhões em produção nos setores automotivo, de alta tecnologia, de defesa e de energia poderiam ficar expostos a interrupções ⁠no abastecimento, afirmou a IEA no relatório "Global Critical Minerals Outlook".

Os EUA e a Europa seriam responsáveis por quase metade do impacto econômico, ‌acrescentou o relatório.

"Nossa análise mais recente mostra que vastas quantidades de valor econômico ⁠dependem de volumes relativamente pequenos de minerais críticos, cujas cadeias de abastecimento permanecem altamente concentradas e, portanto, vulneráveis", afirmou o diretor-executivo da IEA, Fatih Birol.

A agência também alertou para os riscos decorrentes dos controles de exportação planejados pela China sobre a grafite -- um material essencial usado em baterias de veículos elétricos --, que foram anunciados na mesma ocasião e posteriormente adiados.

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