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Projeto que termina com escala 6 x 1 deve ser votado em até 3 meses, dizem ministros

15 abr 2026 - 12h22
(atualizado às 21h38)
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O projeto de lei enviado pelo governo que acaba com ‌a escala de trabalho 6 x 1 deve ser apreciado pelo Congresso em até três meses para depois ser sancionado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, disse nesta quarta-feira o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, mas a Câmara já sinalizou que não deve priorizar o projeto do governo. 

"O projeto de lei com regime de urgência garante 45 dias no máximo ⁠de tramitação na Câmara, 45 dias de tramitação no Senado. Nós estamos falando de três meses ‌para que isso possa ser aprovado, vire lei e seja sancionado pelo presidente Lula", disse. 

A mensagem ao Congresso sobre o projeto foi enviada na noite de terça, e o texto protocolado ‌na manhã desta quarta, depois de uma conversa do governo ‌com o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB). O parlamentar patrocina uma Proposta de Emenda ⁠Constitucional (PEC) sobre o mesmo tema, mas, como a PEC tem tramitação mais demorada, com risco de não ser aprovada antes das eleições, o governo optou por enviar o PL com urgência. 

A Câmara, no entanto, deve dar prioridade à PEC, segundo Motta. No início da noite desta quarta, em uma entrevista, o presidente da Câmara avisou que dará andamento à PEC que já era discutida ‌na Casa, sob o argumento de que neste formato haverá mais espaço para todos os setores ‌envolvidos debaterem o tema.

"Da mesma forma que ⁠é um direito do ⁠presidente mandar um projeto de lei com urgência, é um direito do presidente da Câmara decidir a tramitação ⁠das matérias legislativas aqui na Casa e nós ‌seguiremos com o cronograma de PEC... ‌por entendermos que com a PEC nós temos um âmbito maior para discussão, todos os atores envolvidos poderão ser ouvidos", disse Motta a jornalistas. 

Segundo ele, o prazo maior para discussão permitirá que o novo modelo possa ser "absorvido de maneira onde se tenha planejamento, onde ⁠se tenha previsibilidade, e garantamos a todos que serão impactados nessa discussão a condição de se poder trazer aqui os seus posicionamentos".

O texto do PL prevê a redução da carga horária semanal de trabalho de 44 horas para 40 horas, com a escala limitada ao máximo de cinco dias de trabalho e dois de folga. 

"Se ‌for uma escala 4 x 3, aí serão 10 horas de trabalho diárias, mas passa a ser parte de negociação de convenção coletiva", disse o ministro do Trabalho, Luiz Marinho. 

A PEC ⁠em tramitação na Câmara reduz a quantidade de horas de trabalho no texto constitucional. Segundo os ministros, não há problema de a PEC continuar tramitando paralelamente, mas o governo quer dar celeridade à redução da escala e uma PEC tem uma tramitação mais demorada. 

Segundo Marinho, apesar da escala de trabalho de 44 horas semanais estar inscrita na Constituição, ela pode ser reduzida por projeto de lei -- não poderia ser aumentada -- por isso o projeto de lei resolve a situação. 

"E pode ser que com o PL entre em vigor a redução da jornada de trabalho e depois se consolida por PEC para impedir eventuais aventureiros no futuro de aumentar a jornada", disse o ministro, citando o caso da Argentina, em que o governo de Javier Milei aprovou um aumento da jornada de trabalho para 12 horas diárias. 

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