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Programa de renegociação de dívidas terá descontos de até 90% e permitirá uso do FGTS, diz Durigan

27 abr 2026 - 16h35
(atualizado às 16h52)
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O ministro da ‌Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta segunda-feira que o programa de renegociação de dívidas em elaboração pelo governo vai viabilizar descontos de até 90% sobre os débitos, com foco em pendências de cartão de crédito, cheque especial ⁠e empréstimos sem garantia.

Em entrevista a jornalistas em ‌São Paulo após reunião com bancos, Durigan afirmou que o programa, previsto para ser anunciado nos próximos ‌dias, ainda permitirá que trabalhadores usem ‌parte do saldo do FGTS para quitar ⁠dívidas, mas não especificou valores.

O ministro disse que governo e instituições financeiras chegaram a um "bom consenso" sobre as linhas gerais do plano, ressaltando ter arbitrado pontos específicos do programa para apresentar o desenho final ao presidente ‌Luiz Inácio Lula da Silva na terça-feira.

"Imagina que você ‌tem uma dívida ⁠de R$10 ⁠mil, que roda uma taxa de juros de 8% a 10% ⁠ao mês, (e vai trocar) ‌por uma dívida ‌muito menor que, por exemplo, pode ser de R$1 mil, com uma taxa de juros muito menor", afirmou.

Sem entrar em detalhes, ele afirmou que o ⁠programa deve contar com linhas de crédito com "juros bem reduzidos", o que será viabilizado a partir de um aporte do Tesouro Nacional ao Fundo de Garantia de Operações (FGO) para a ‌concessão de garantias da União aos bancos.

Ele enfatizou que a iniciativa terá tempo determinado de duração e ⁠não foi pensada para ser recorrente.

O governo já havia implementado outro programa com esse objetivo entre 2023 e 2024, o Desenrola, que renegociou R$53 bilhões em dívidas de aproximadamente 15 milhões de pessoas. No entanto, dados de endividamento da população seguiram em alta em meio a iniciativas de estímulo ao crédito e taxas de juros elevadas.

"São medidas pontuais e as pessoas não devem contar com a recorrência desse tipo de medida. Nós estamos vivendo uma situação excepcional", disse.

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