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Produção de soja 2018/19 do Brasil deve ir a recorde de 119,34 mi t, diz FCStone

1 out 2018
12h04
atualizado às 12h38
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A produção de soja no Brasil na safra 2018/19, em fase inicial de semeadura, deve alcançar um recorde de 119,34 milhões de toneladas, projetou a INTL FCStone nesta segunda-feira, levemente acima dos 119,17 milhões considerados em setembro e dos 119,28 milhões obtidos no ciclo anterior.

Colheita de soja em Tangará da Serra, Cuiaba, Brasil
27/03/2012
REUTERS/Paulo Whitaker
Colheita de soja em Tangará da Serra, Cuiaba, Brasil 27/03/2012 REUTERS/Paulo Whitaker
Foto: Reuters

De acordo com a consultoria, a área plantada com a oleaginosa no país também deve alcançar um recorde, de 35,89 milhões de hectares, levemente acima da estimativa passada, de 35,86 milhões.

Em sua segunda projeção para a atual temporada, a INTL FCStone disse que houve incremento na previsão de área em Estados como Mato Grosso do Sul, São Paulo e Goiás. Em 2017/18, a semeadura se deu em 35,15 milhões de hectares.

"Neste início de safra, as chuvas ainda não se regularizaram, mas o plantio tem ocorrido sem grandes problemas", disse em relatório a analista de mercado da INTL FCStone, Ana Luiza Lodi.

A consultoria avalia que a demanda pelo produto brasileiro seguirá aquecida em 2018/19, dada a guerra comercial entre China e Estados Unidos, levando Pequim a importar o "máximo possível" de soja nacional.

Ao todo, a consultoria espera embarques de 71,5 milhões de toneladas de soja pelo Brasil em 2018/19, ante 71 milhões na estimativa anterior.

"Caso EUA e China entrem em algum tipo de acordo, os volumes exportados pelo Brasil podem acabar sendo menores, gerando alguma folga no balanço de oferta e demanda", destacou a INTL FCStone.

MILHO

Para a primeira safra de milho 2018/19 do Brasil, colhida no verão, a INTL FCStone espera produção de 27,09 milhões de toneladas, volume 0,5 por cento abaixo esperado em setembro, mas ainda 1 por cento acima do registrado na safra 2017/18.

A consultoria manteve a estimativa de crescimento de área em 2,1 por cento, alcançando 5,2 milhões de hectares, com destaque para os Estados de Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Minas Gerais e Goiás.

"Essa recuperação de parte da área no verão ocorre em meio ao contexto de preços mais fortalecidos do milho, que predominou durante praticamente todo o ano", explicou Ana Luiza.

A produtividade média nacional esperada é de 5,22 toneladas por hectare, acima da média histórica.

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