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Preços ao consumidor dos EUA sobem como esperado em março

10 abr 2026 - 09h44
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Os preços ao consumidor ‌dos Estados Unidos tiveram o maior aumento em quase quatro anos em março, já que a guerra com o Irã impulsionou os preços do petróleo e o repasse das tarifas persistiu, diminuindo ainda mais as chances de um corte na taxa de juros este ano.

O índice ⁠de preços ao consumidor subiu 0,9% no mês passado, informou o ‌Escritório de Estatísticas do Trabalho do Departamento do Trabalho nesta sexta-feira, o maior aumento desde junho de 2022, quando os preços dispararam ‌em resposta à guerra entre a Rússia ‌e a Ucrânia. Os preços ao consumidor subiram 0,3% em ⁠fevereiro.

Nos 12 meses até março, o índice avançou 3,3%, depois de subir 2,4% em fevereiro.

Economistas consultados pela Reuters previam aceleração do índice a 0,9%, com taxa de 3,3% na base anual. O salto na inflação ao consumidor veio na esteira de uma recuperação acentuada no crescimento ‌do emprego no mês passado, o que sugeriu que o mercado de ‌trabalho permanece estável.

No entanto, ⁠há preocupações ⁠de que um conflito prolongado no Oriente Médio possa prejudicar o mercado de trabalho, ⁠especialmente se as famílias reagirem ‌aos preços altos diminuindo os ‌gastos.

A guerra entre os EUA e Israel com o Irã fez com que os preços globais do petróleo bruto subissem mais de 30%, com o preço médio nacional da gasolina no ⁠varejo ultrapassando US$4 por galão pela primeira vez em mais de três anos. Embora o presidente Donald Trump tenha anunciado na terça-feira um cessar-fogo de duas semanas com a condição de que Teerã reabra o Estreito de Ormuz, a ‌trégua parece frágil.

A alta do mês passado mostrou apenas os efeitos imediatos do choque do preço do petróleo, que também elevou o custo ⁠do diesel. O aumento de março ressaltou os desafios de acessibilidade enfrentados pelos consumidores. Trump saiu vitorioso na eleição presidencial de 2024, prometendo baixar os preços.

Excluindo os componentes voláteis de alimentos e energia, o índice de preços ao consumidor aumentou 0,2% no mês passado, depois de ter subido 0,2% em fevereiro. Isso se traduziu em um aumento anual de 2,6% no núcleo do índice.

O aumento moderado após um avanço de 2,5% em fevereiro provavelmente não oferece conforto para as autoridades do banco central dos EUA, com uma aceleração esperada para abril à medida que os efeitos secundários do choque do preço do petróleo forem repassados.

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