Polícia prende suspeitos de roubo de Renoir temendo segundo furto em museu, diz promotor
A polícia francesa recuperou duas pinturas de Renoir, avaliadas em 4,2 milhões de euros, e indiciou quatro suspeitos pelo roubo ocorrido em setembro na Riviera Francesa. As prisões foram antecipadas após um suspeito visitar outro museu, gerando alerta de um novo ataque. Escondidas em uma parede falsa, as obras sofreram danos e serão restauradas. Os ladrões também tentaram levar outros dois quadros, mas os abandonaram durante a fuga. A operação utilizou DNA e dados de vigilância.
A polícia francesa acelerou a prisão de suspeitos do roubo de duas pinturas de Renoir depois que um dos supostos ladrões visitou outro museu, aumentando os temores de um segundo roubo iminente, disse o procurador de Marselha, Nicolas Bessone, nesta segunda-feira.
A polícia prendeu seis suspeitos no início deste mês e quatro homens já foram indiciados. Os dois homens suspeitos de terem cometido o roubo foram acusados de furto organizado e outros crimes.
Um terceiro homem, acusado de esconder as pinturas, foi indiciado por receptação organizada de bens roubados. Um quarto suspeito, que segundo os investigadores foi abordado para comprar as obras de arte, foi indiciado por receptação de bens roubados e participação em organização criminosa.
QUADROS AVALIADOS EM MAIS DE 4 MILHÕES DE EUROS
As obras roubadas, "Madame Colonna Romano" e "Jovem Mulher no Poço", do pintor impressionista Pierre-Auguste Renoir, foram avaliadas em cerca de 4,2 milhões de euros, disse Bessone.
O roubo ocorreu em 8 de setembro no Museu Renoir em Cagnes-sur-Mer, na Riviera Francesa. Segundo os investigadores, os ladrões entraram no museu por um buraco aberto na cerca do jardim e entraram por uma janela.
As pinturas foram posteriormente encontradas escondidas atrás de uma parede falsa em uma casa.
Ambas as obras foram danificadas e precisarão de restauração. Uma das pinturas, "Madame Colonna Romano", foi rasgada.
A recuperação ocorreu quase exatamente um mês após o roubo, na sequência de uma investigação que utilizou provas de DNA, dados de geolocalização de celulares e imagens de vigilância.
Bessone disse que os suspeitos negaram ter planejado um segundo ataque ao museu, mas acrescentou que "não acreditava que o principal suspeito tivesse visitado aquele museu simplesmente por amor à arte".
Os ladrões também tentaram roubar outras duas pinturas de Renoir, "Madame Pichon" e "Coco Lendo", que retrata o filho pequeno de Renoir, Claude. Eles abandonaram as obras nos jardins do museu enquanto fugiam da polícia que havia chegado ao local.
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