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Dia das Crianças: pequenos investidores já têm R$ 3,5 bilhões na bolsa

12 out 2026 - 11h03
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Resumo
Dados da B3 revelam que 60,8 mil crianças e adolescentes já acumulam R$ 3,5 bilhões na bolsa brasileira, um salto de 58% desde 2022. O destaque é a presença feminina, que avançou 72% e já representa 40% dessa base. Com aplicações focadas em ações, fundos imobiliários e títulos públicos como o Tesouro EducA+, o movimento reflete o esforço crescente de famílias em incluir os filhos no planejamento financeiro de longo prazo desde a infância.
Dia das Crianças: investidores de até 17 anos já acumulam R$ 3,5 bilhões na bolsa. Fonte e arte: B3 - Foto: Freepik
Dia das Crianças: investidores de até 17 anos já acumulam R$ 3,5 bilhões na bolsa. Fonte e arte: B3 - Foto: Freepik
Foto: Suno

O presente pode caber numa caixa, mas também pode aparecer no extrato de investimentos. Neste Dia das Crianças, os números da B3 mostram que construir patrimônio já faz parte da rotina de milhares de famílias: 60,8 mil crianças e adolescentes de até 17 anos têm aproximadamente R$ 3,5 bilhões aplicados em renda variável.

Segundo levantamento divulgado pela bolsa brasileira, a quantidade de investidores nessa faixa etária cresceu 58% em relação a dezembro de 2022. As carteiras incluem ações, fundos imobiliários, ETFs e BDRs, entre outros ativos.

Comprar uma ação significa adquirir uma pequena participação em uma empresa. Já os fundos imobiliários e os ETFs permitem investir por meio de fundos negociados na bolsa. Os BDRs, por sua vez, são certificados que dão acesso a valores mobiliários do exterior pelo mercado brasileiro.

Dia das Crianças: meninas ganham espaço nos investimentos

A participação feminina cresceu mais rapidamente. O número de meninas investidoras passou de 14,3 mil para 24,5 mil, avanço de 72%. Entre os meninos, a base aumentou 50%, de 24,1 mil para 36,3 mil.

Com isso, as meninas já representam quatro em cada dez investidores de até 17 anos, conforme a B3.

São Paulo concentra a maior quantidade de investidores menores de idade, com 21,8 mil CPFs. Na sequência aparecem Rio de Janeiro, com 5,6 mil, e Minas Gerais, com 5,3 mil.

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Como funciona o investimento em nome dos filhos?

Segundo a B3, os investimentos precisam ser realizados no CPF da criança ou do adolescente, com acompanhamento dos representantes legais. A abertura da conta ocorre em uma instituição financeira habilitada, mediante apresentação dos documentos exigidos.

As ações estão nas carteiras de quase 46 mil investidores menores de idade. Os fundos imobiliários aparecem nas aplicações de aproximadamente 31,5 mil. Esses grupos podem se sobrepor, porque uma mesma pessoa pode investir em diferentes produtos.

Os títulos públicos também fazem parte desse planejamento. O Tesouro EducA+, voltado à formação de uma reserva para estudos, reúne 12,9 mil investidores de até 17 anos, com saldo mediano de R$ 2,5 mil. Mediano significa o valor que divide os investidores em duas metades: uma com saldos menores e outra com saldos maiores.

No Tesouro RendA+, destinado à construção de renda complementar no futuro, são 6,7 mil investidores dessa faixa etária, com saldo mediano de R$ 3,12 mil.

Ao comentar o levantamento divulgado às vésperas do Dia das Crianças, Christianne Bariquelli, superintendente de Negócios para Pessoa Física da B3, afirmou: "O dado mostra que investir deixou de ser uma conversa restrita aos adultos. Cada vez mais famílias estão incluindo filhos e filhas no planejamento financeiro de longo prazo, muitas vezes antes mesmo da adolescência".

Suno
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