Americanos vencem Nobel de Economia por estudos de estabilização macroeconômica
O Prêmio Nobel de Economia foi concedido nesta segunda-feira (12) aos americanos Michael Woodford e Robert Hall pela elaboração de novos modelos macroeconômicos voltados à implementação de políticas eficazes de estabilização econômica.
Economistas americanos venceram o Nobel de Economia por estudos de estabilização macroeconômica baseados em fundamentos microeconômicos. Seus modelos analisam o impacto das decisões de famílias e empresas na economia, fornecendo bases teóricas usadas por governos e bancos centrais para mitigar choques e oscilações na atividade econômica. Entre os laureados está Michael Woodford. O anúncio conclui a temporada de premiações de 2026, cuja cerimônia de entrega ocorrerá no dia 10 de dezembro.
"Graças a esses modelos, medidas fiscais e monetárias adotadas no momento certo podem atenuar os altos e baixos da atividade econômica", explicou o júri em comunicado. Em vez de basear seus modelos em relações estatísticas entre variáveis macroeconômicas, como inflação, produção e consumo, os dois economistas optaram por construí-los a partir de fundamentos microeconômicos.
Essa abordagem se apoia, em particular, na compreensão de como o conjunto das famílias e das empresas, por meio de suas decisões individuais, influencia a economia.
"Os trabalhos dos laureados nos forneceram uma sólida base teórica para os modelos hoje utilizados por bancos centrais e governos em todo o mundo", destacou John Hassler, presidente do comitê do prêmio de Ciências Econômicas.
"Graças a esses modelos, estamos mais bem preparados para enfrentar choques econômicos, como crises energéticas ou mudanças repentinas no nível de consumo das famílias", acrescentou.
"Foi uma surpresa, isso realmente me deixa muito feliz", reagiu o co-laureado Michael Woodford durante uma entrevista coletiva com o comitê do Nobel. De acordo com ele, "é uma imensa honra."
No ano passado, o prêmio foi concedido ao americano-israelense Joel Mokyr, ao francês Philippe Aghion e ao canadense Peter Howitt por seus estudos sobre o impacto da inovação no crescimento econômico.
Criado em 1969 por iniciativa do Banco Central da Suécia, o prêmio de Economia não faz parte das cinco distinções originais instituídas pelo testamento de 1895 do industrial e inventor da dinamite Alfred Nobel.
A maioria dos laureados do Nobel de Economia é originária dos Estados Unidos. Apenas três mulheres receberam essa distinção até hoje. A mais recente foi Claudia Goldin, premiada em 2023 por seus trabalhos sobre a evolução das desigualdades salariais entre homens e mulheres nos Estados Unidos ao longo do tempo.
No ano passado, o Nobel de Economia foi atribuído a Joel Mokyr, Philippe Aghion e Peter Howitt por terem "explicado o crescimento econômico impulsionado pela inovação".
Fim da temporada
Na edição de 2026, o Nobel de Medicina foi atribuído ao americano Karl Deisseroth e aos alemães Peter Hegemann e Georg Nagel. O Nobel de Física foi concedido ao belga Francis Halzen, enquanto o de Química ficou com o francês Henri Kagan e o japonês Kenso Soai.
Já o Nobel de Literatura premiou a canadense Anne Carson, e o mais aguardado, o Nobel da Paz, foi concedido à jurista sul-africana Navi Pillay. O prêmio Nobel, que também inclui um diploma e um cheque de 12 milhões de coroas suecas (pouco mais de € 1 milhão), será entregue em 10 de dezembro.
Com agências
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