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Petróleo sobe cerca de 5% com preocupações sobre oferta, enquanto conflito com Irã se amplia

5 mar 2026 - 18h03
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Os preços do petróleo subiram cerca ‌de 5% nesta quinta-feira, ampliando uma recuperação, já que a escalada da guerra dos Estados Unidos e Israel contra o Irã interrompeu o fornecimento e o transporte, levando alguns dos principais produtores do Oriente Médio a reduzir a produção.

O petróleo Brent subiu US$4,01, ou 4,93%, a US$85,41 por barril, em uma ⁠quinta sessão de ganhos. O petróleo West Texas Intermediate dos Estados Unidos subiu ‌US$6,35, ou 8,51%, a US$81,01, seu maior valor desde julho de 2024.

"Não há movimento no Estreito de Ormuz, então os preços vão subir e, com ‌os países tendo que interromper a produção, teremos ‌um atraso ainda maior, porque não é como se você pudesse ⁠simplesmente retomar a produção com força total, isso será um problema por um tempo", disse John Kilduff, sócio da Again Capital.

Enquanto isso, o presidente dos EUA, Donald Trump, disse ao Axios nesta quinta-feira que ele precisa se envolver pessoalmente na escolha do próximo líder do Irã.

"O filho de Khamenei é inaceitável ‌para mim. Queremos alguém que traga harmonia e paz ao Irã", disse Trump ‌em uma entrevista, segundo a ⁠Axios.

"Tenho que me ⁠envolver na nomeação, como aconteceu com Delcy na Venezuela", disse Trump.

Ataques com mísseis atingiram o ⁠leste de Teerã, informou a agência ‌de notícias ISNA do Irã, ‌e sirenes tocaram em Dubai, enquanto a guerra continuava a se espalhar pela região.

O fornecimento de petróleo do Iraque e do Kuweit pode começar a ser interrompido em poucos dias se o Estreito de Ormuz ⁠permanecer fechado, podendo cortar 3,3 milhões de barris por dia até o oitavo dia do conflito, disseram analistas do JPMorgan em uma nota.

Cerca de um quinto do petróleo global passa pelo Estreito.

"Os preços do petróleo serão muito sensíveis ao fechamento do Estreito, já que ‌a produção nas áreas exportadoras acabará desacelerando e, se isso persistir até a próxima semana, o eventual reinício da produção e a renovação do transporte ⁠assim que o Estreito for reaberto também levarão algum tempo para voltar a funcionar", disse Dennis Kissler, vice-presidente sênior de negociações da BOK Financial.

O Iraque, o segundo maior produtor de petróleo da Organização dos Países Exportadores de Petróleo, cortou a produção em quase 1,5 milhão de bpd por falta de armazenamento e de uma rota de exportação, disseram autoridades à Reuters.

O Catar, o maior produtor de gás natural liquefeito do Golfo, declarou força maior nas exportações de gás na quarta-feira, e fontes disseram que o retorno aos volumes normais de produção pode levar pelo menos um mês.

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