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Petróleo fecha em alta, apesar de dólar forte, impulsionado por produção dos EUA

18 jun 2021 16h24
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Os contratos futuros de petróleo fecharam em alta nesta sexta, 18, em sessão na qual a commodity chegou a operar em baixa, pressionada por mais um dia de alta do dólar, mas ganhou impulso após a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) sinalizar uma aumento da produção nos Estados Unidos mais lento do que o esperado até então. Ao final, o petróleo encerrou sua quarta semana consecutiva de ganhos.

Na New York Mercantile Exchange (Nymex), o barril do petróleo WTI com entrega prevista para agosto, contrato mais líquido, teve alta de 0,72% (+US$ 0,51), e de 1,08% na semana, a US$ 71,29, enquanto o do Brent para agosto avançou 0,59% (+US$ 0,43) nesta sexta, e 1,12% nos últimos sete dias, a US$ 73,51, na Intercontinental Exchange (ICE).

Tendo em conta o avanço na semana, bastante atrelado à retomada na demanda em um período no qual se cogitou o nível dos três dígitos para os preços, o Commerzbank avalia que o "desempenho futuro do petróleo provavelmente dependerá em parte se a Opep e seus aliados continuarão a implementar as cotas de produção de forma disciplinada e se sinalizam outro aumento de produção depois de julho, em sua próxima reunião".

Já hoje, a Reuters publicou que as projeções para o crescimento da produção de petróleo nos EUA subiram de 500 mil barris de petróleo por dia (bpd) para 1,3 milhão de bpd em 2022, de acordo com a fonte de uma das companhias que provê análises à Opep. "O sentimento geral em relação ao xisto é de que ele vai voltar quando os preços subirem, mas não muito rápido", complementou. Para 2021, há um consenso sobre o crescimento limitado da oferta pelos EUA, dizem fontes.

No país, foi publicado que o número de poços e plataformas de petróleo em atividade subiu 8 na semana, a 373, segundo a Baker Hughes, empresa que presta serviços ao setor.

No radar ficou ainda a eleição presidencial no Irã, na qual a possível vitória da ala conservadora do regime é descrita por analistas como uma provável dificuldade a mais para um acordo nuclear com o país. O Commerzbank avalia que a vitória de Ebrahim Raisi pode ter um papel "importante" no médio prazo, cogitando uma sucessão do aiatolá Ali Khamenei por Raisi, além do conservador ter menos em conta a retirada de sanções por parte dos EUA, em diferentemente de outros candidatos.

Estadão
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