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Petróleo dispara e passa de US$ 111 após Trump ameaçar Irã novamente

Mercado reagiu às novas ameaças de Donald Trump contra Teerã e ao temor de escalada do conflito no Oriente Médio, com impactos sobre o Estreito de Ormuz e o fluxo global de energia

18 mai 2026 - 11h30
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O petróleo voltou a disparar no mercado internacional após novas ameaças do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ao Irã. O barril do tipo Brent, referência global da commodity, subiu 1,9% e chegou a US$ 111,31, o equivalente a cerca de R$ 563,76, ampliando a sequência de alta registrada desde o agravamento do conflito no Oriente Médio.

No início da manhã, os contratos futuros continuavam em alta: o Brent era negociado a US$ 110,25, enquanto o WTI, principal referência do mercado americano, operava em torno de US$ 102,29.

A reação do mercado ocorreu após Trump publicar, em sua rede social Truth Social, que "o tempo está se esgotando" para o Irã e que o país deveria agir "rápido" ou "não sobrará nada deles". A declaração foi feita depois de uma conversa telefônica com o primeiro-ministro de Israel, Binyamin Netanyahu.

Mais tarde, o presidente voltou a fazer publicações com imagens em referência ao Irã. Em uma delas é possível ver um mapa do Oriente Médio com a bandeira americana sobreposta e setas apontando para o território iraniano.

Trump também compartilhou outra imagem gerada por inteligência artificial em que aparece sentado diante de um botão vermelho enquanto explosões atingem diferentes alvos. A montagem traz a inscrição "Força Espacial".

Com a expansão da pressão americana, investidores acompanham com cautela a situação no Estreito de Ormuz, rota estratégica por onde passa cerca de 20% do petróleo transportado no mundo. O corredor marítimo segue parcialmente bloqueado em meio à guerra, enquanto os Estados Unidos mantêm restrições marítimas aos portos iranianos desde o mês passado.

A tensão aumentou após um ataque com drone atingir, no fim de semana, uma usina nuclear nos Emirados Árabes Unidos, elevando os temores de uma ampliação do conflito na região.

Nos bastidores, autoridades americanas esperam que a China possa atuar como intermediadora de um eventual acordo de paz, devido à relação econômica próxima com Teerã. Na semana passada, Trump afirmou que o presidente chinês, Xi Jinping, teria sinalizado disposição para ajudar nas negociações, embora ainda não esteja claro qual seria o papel de Pequim nesse processo.

Desde o fim de fevereiro, antes do início da guerra, o Brent era negociado próximo de US$ 70 por barril. A escalada recente dos preços reflete o temor de interrupções mais amplas no fluxo global de energia e possíveis impactos sobre a oferta mundial de petróleo e gás. /AP

Estadão
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