Petróleo acima de US$ 100 e impasse entre EUA e Irã pressionam mercados
Falta de avanços entre os países sustenta commodity
O cenário internacional nesta quinta-feira (23) é de forte tensão, dividido entre forças que seguem em direções opostas: enquanto Israel e Líbano retomam as negociações em Washington, a falta de avanços entre Estados Unidos e Irã mantém o Brent acima de US$ 100 por barril, com a persistente interrupção no Estreito de Ormuz intensificando os temores de pressão inflacionária global.
O Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores brasileira (B3), encerrou o pregão desta quarta-feira (22) em forte queda de 1,65%, aos 192.888,96 pontos, em um movimento de correção após o feriado de Tiradentes. As ADRs (ações de empresas brasileiras negociadas nos EUA) tiveram desempenho negativo no pregão anterior, o que também pesou no índice na sessão.
Entre os destaques do Ibovespa, a Petrobras registrou ganhos de 1,86% (ON) e de 1,38% (PN), enquanto a Vale pesou contra com recuo de 1,7% e o setor financeiro liderou as perdas da sessão, com as ações do Bradesco em queda de 2,66% (ON) e as do Banco do Brasil cedendo 3,62% (ON).
No câmbio, o dólar fechou estável, cotado a R$ 4,97, diante da valorização global do dólar e queda da Bolsa brasileira.
O cenário internacional nesta quinta-feira (23) é de forte tensão, dividido entre forças que seguem em direções opostas: enquanto Israel e Líbano retomam as negociações em Washington, a falta de avanços entre Estados Unidos e Irã mantém o Brent acima de US$ 100 por barril, com a persistente interrupção no Estreito de Ormuz intensificando os temores de pressão inflacionária global.
O Brent/junho sobe 0,93%, cotado a US$ 102,86, enquanto o WTI/junho avança 1,05%, a US$ 93,94. Já o minério de ferro fechou em queda de 0,32% na Bolsa de Dalian (DCE) da China, cotado a US$114,70/ton.
No Brasil, o destaque fica com a aprovação unânime da PEC que propõe o fim da escala 6×1 pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara. A matéria agora segue para uma comissão especial e, segundo o presidente da Câmara, Hugo Motta, o texto pode chegar ao plenário ainda em maio, frente às estimativas do setor privado, que apontam para custos elevados da medida, com impactos relevantes sobre a indústria e os serviços.
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