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American Airlines reduz previsão para 2026 devido a altos custos com combustível que afetam margens

23 abr 2026 - 10h38
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A American Airlines cortou sua previsão de resultado ‌para 2026 nesta quinta-feira, levando o limite inferior da faixa a um prejuízo, uma vez que os custos altíssimos de combustível de aviação, impulsionados pela guerra do Irã, prejudicaram as margens de lucro.

A companhia aérea espera que sua conta de combustível de aviação aumente em mais de ⁠US$4 bilhões este ano, uma vez que os preços do combustível ‌continuam mais altos, cerca de US$4 por galão no segundo trimestre.

Os preços do combustível de aviação, que normalmente representam cerca de um quarto ‌das despesas operacionais das companhias aéreas, quase ‌dobraram desde o início do conflito, deixando as companhias aéreas ⁠espremidas entre os custos crescentes e as passagens vendidas antecipadamente a preços que não podem ser ajustados.

Os preços dos combustíveis subiram quando os ataques de Estados Unidos e de Israel contra o Irã interromperam o tráfego pelo Estreito de Ormuz, um corredor essencial para o abastecimento global de ‌petróleo, provocando o maior choque do setor de aviação desde a pandemia ‌da Covid-19.

Nos Estados Unidos, ⁠embora a demanda ⁠tenha se mantido estável, o aumento de custos afetou as margens de lucro. ⁠As companhias aéreas recorreram a aumentos ‌de tarifas, cortes de ‌capacidade e aumento de taxas para serviços auxiliares, como bagagens despachadas, para mitigar alguns dos custos.

A companhia aérea espera um prejuízo por ação de US$0,20 na parte inferior e um lucro de US$0,20 ⁠na parte superior para o segundo trimestre, em comparação com as expectativas dos analistas de um prejuízo de US$0,09, de acordo com dados compilados pela LSEG.

Espera-se que as companhias aéreas com presença internacional significativa e com um conjunto de ofertas ‌premium também resistam melhor à turbulência, já que os clientes de maior renda têm maior capacidade de absorver os aumentos de tarifas.

A ⁠American Airlines informou nesta quinta-feira que a receita unitária de sua cabine premium continuou a superar a da cabine principal.

Para o acumulado deste ano, a companhia aérea espera que seu resultado fique dentro da faixa entre um prejuízo de US$0,40 por ação e um lucro de US$1,10 por ação. A estimativa anterior era de que o resultado ficasse na faixa entre um lucro de US$1,70 a US$2,70.

A companhia aérea informou um prejuízo ajustado por ação de US$0,40 para o trimestre encerrado em 31 de março, em comparação com os US$0,47 esperados pelos analistas.

A receita operacional total de US$13,91 bilhões também superou as expectativas de Wall Street de US$13,79 bilhões.

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