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Petrobras retoma atividades de pesquisa científica em 37 bacias sedimentares de petróleo e gás

Áreas estão situadas em terra e alto-mar; campanha em parceria com universidades e o Serviço Geológico do Brasil tem o objetivo de atualizar informações

2 mai 2026 - 13h02
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A Petrobras, estatal da área de petróleo e gás, retomou projetos de pesquisa, desenvolvimento e inovação (PD&I) em 37 bacias sedimentares brasileiras para revisar mapas que reconstituem, no tempo geológico, a "história" e a evolução das bacias em superfície e subsuperfície do solo. Esses mapas são conhecidos por cartas estratigráficas. Os dados, de bacias onshore (exploração em terra) e offshore (no mar), devem facilitar novas pesquisas geológicas.

"O projeto já foi coordenado pela Petrobras em duas edições anteriores, de 1994 a 2007, servindo de base didática para estudantes e pesquisadores e para a indústria. Não se trata de um projeto exploratório com objetivos comerciais, mas de um trabalho científico de atualização e normalização de informações", explica a estatal em nota.

Em 15 dessas bacias há cooperação entre a Petrobras, pesquisadores de universidades de diferentes regiões do País e o Serviço Geológico do Brasil (SGB), uma das instituições científicas contratadas por meio de chamada pública.

"Essa parceria permitirá integrar décadas de dados de subsuperfície, coletados pela estatal, com o mapeamento de superfície e a avaliação de recursos minerais, especialidade do SGB", afirma Cleide Regina Moura da Silva, pesquisadora do SGB e chefe da Divisão de Bacias Sedimentares (DIBASE).

Plataforma de perfuração SS-73, Gold Star, da Petrobras, em operação na Bacia de Campos, no norte do Estado do Rio de Janeiro.
Plataforma de perfuração SS-73, Gold Star, da Petrobras, em operação na Bacia de Campos, no norte do Estado do Rio de Janeiro.
Foto: Marcos de Paula/Estadão / Estadão

"É um trabalho importante para uma gama de produtos que estarão disponíveis para toda a sociedade, como mapas geológicos, bases de dados de paleontologia e geofísica. Isso favorece diversos estudos, desde minerais mais básicos, como areia e calcário, até pesquisas sobre minerais críticos necessários para a produção e transição energética", explica a pesquisadora.

O projeto está na fase inicial, de compilação de dados já publicados, antes de avançar para campanhas de campo. Dentre as áreas de atuação estão as bacias do Bananal, situadas entre Goiás e Tocantins, e do Marajó, no Pará.

Embora tenha sido uma área de interesse na descoberta de petróleo nos anos 1950, a Bacia do Marajó não registrou descobertas significativas nas 18 perfurações realizadas até 1989, o que levou ao abandono das atividades, destaca o coordenador de pesquisas do Instituto de Estudos Estratégicos de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (Ineep), Francismar Ferreira.

"Desde 1998, não houve oferta de blocos ou contratação na região. A bacia foi esquecida em termos de exploração de óleo e gás, assim como outras bacias terrestres e menores que se tornaram menos atrativas diante do sucesso exploratório em outras regiões, especialmente no pré-sal", explica Ferreira.

Segundo o SGB, o trabalho de cartas estratigráficas em bacias sem potencial petrolífero ajuda a compreender a geologia de outras áreas próximas com eventuais novas acumulações.

Estadão
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