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Após colapso da Spirit, autoridade descarta resgate de companhias aéreas de baixo custo nos EUA

2 mai 2026 - 13h23
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O secretário de Transportes dos Estados ‌Unidos, Sean Duffy, disse neste sábado que não acredita que o governo precise socorrer as companhias aéreas de baixo custo devido aos altos preços do combustível de aviação.

"Eu diria que, neste momento, não acho que seja necessário. Elas têm acesso a dinheiro. Se quiserem recorrer ao governo dos EUA, seremos um credor de última ⁠instância. Se puderem encontrar dólares nos mercados privados, acho que será melhor para elas", disse ‌Duffy em uma coletiva de imprensa no aeroporto de Newark, após o colapso da companhia aérea de baixo custo Spirit Airlines.

Ele afirmou ainda que a perspectiva de ‌resgate da Spirit foi vista como uma oportunidade ‌por algumas outras companhias aéreas de obter dinheiro "não necessariamente com base na ⁠necessidade, mas com base na oportunidade".

Um grupo de companhias aéreas de baixo custo dos EUA, incluindo a Frontier e a Avelo, disse na segunda-feira que havia proposto a troca de bônus de subscrição que poderiam ser convertidos em participações acionárias por US$2,5 bilhões em assistência do governo dos EUA.

A Association of Value Airlines confirmou que solicitou ‌ao governo do presidente Donald Trump a criação de um pacote de liquidez de ‌US$2,5 bilhões, a ser usado ⁠exclusivamente para compensar ⁠os custos maiores de combustível, "como uma medida necessária e direcionada para estabilizar as operações e manter ⁠as tarifas aéreas acessíveis durante esse período ‌de volatilidade".

As empresas também pediram ‌que o Congresso suspenda o imposto federal de 7,5% sobre as passagens aéreas e o imposto de US$5,30 por trecho. A isenção dessas taxas compensaria cerca de um terço do aumento do combustível de aviação.

A proposta destaca uma ⁠das consequências não intencionais da guerra de EUA e Israel contra o Irã: um aumento nos preços do combustível de aviação que praticamente dobrou os custos, reduzindo as margens e empurrando as companhias aéreas mais fracas para a beira do abismo.

Os presidentes-executivos de várias companhias aéreas de ‌baixo custo se reuniram na semana passada com Duffy e com o chefe da Administração Federal de Aviação, Bryan Bedford, em Washington, para discutir a proposta.

O grupo ⁠chegou ao valor de US$2,5 bilhões estimando quanto mais espera gastar com combustível de aviação este ano em comparação com as previsões anteriores.

A Airlines for America, que representa as principais companhias aéreas de passageiros dos EUA, se opôs a um socorro para as empresas de baixo custo, dizendo que "a intervenção do governo em nome dessas companhias aéreas puniria outras companhias aéreas que se envolveram em autoajuda para lidar com o aumento dos custos e recompensaria as companhias aéreas que não tomaram essas decisões difíceis. Isso não é igualdade de condições".

O grupo acrescentou que, no longo prazo, a manutenção de empresas incapazes de obter seu custo de capital prejudicaria a concorrência e os consumidores, tornando mais difícil para outras companhias aéreas competirem e atraírem capital do setor privado.

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