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Petrobras pode ter dividendos extras e observa margens melhores com guerra

6 mar 2026 - 13h09
(atualizado às 17h33)
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A Petrobras avalia que poderá distribuir dividendos ‌extraordinários neste ano, caso registre um alto nível de fluxo de caixa, e observa que a guerra no Irã trouxe margens melhores, uma vez que os preços do petróleo dispararam, disseram executivos da petroleira nesta sexta-feira.

Eles acrescentaram que a empresa tem exportado volumes recordes, com novas plataformas em operação, e vende geralmente para mercados fora da rota dos conflitos, como China, Índia e Europa.

O petróleo Brent, que operava a cerca de US$72 por barril no fim de fevereiro, disparou para mais de US$90 por ⁠barril nesta sexta-feira, após os conflitos atingirem importantes estruturas e vias de escoamento do setor de petróleo no Golfo Pérsico.

"Se a gente ‌entender que temos um nível elevado de caixa, a gente adoraria... fazer uma distribuição de dividendos extraordinários, desde que a gente tenha certeza que não há impacto na financiabilidade dos nossos projetos", disse o diretor financeiro da Petrobras, Fernando Melgarejo, durante ‌teleconferência com analistas para comentar os resultados trimestrais.

Depois, em entrevista a jornalistas, ‌ele ponderou que ainda é cedo para fazer previsões nesse sentido.

"Tem uma semana que mudou este cenário, ainda não ⁠vemos nenhuma possibilidade por ora de distribuição extraordinária de dividendo este ano", afirmou.

Em um cenário de volatilidade no mercado de petróleo, o executivo também disse que a companhia atua com cautela e vai focar primeiramente no cumprimento dos investimentos previstos no plano de negócios.

O diretor-executivo de Logística, Comercialização e Mercados, Claudio Schlosser, afirmou que a "foto do momento" é que a petroleira tem observado margens melhores na exportação de petróleo, mesmo com aumento dos preços do frete em função da guerra.

"Eu acrescentaria também o fato de ‌que os mercados que a gente abastece são mercados que estão fora da região de conflito, então nós não estamos ali na ‌região do Golfo (Pérsico), na região toda onde ⁠tem o conflito", disse o ⁠executivo.

"A gente tem todos os fluxos que vão especialmente para a Índia, China e Europa..., então, de uma certa forma, há uma valorização e ⁠um posicionamento interessante para a companhia."

Ele ponderou que a Petrobras importa volumes ‌de petróleo Árabe Leve, da Arábia Saudita, ‌para processamento na Refinaria Duque de Caxias (Reduc/RJ), mas que esse produto tem duas rotas possíveis além do Estreito de Ormuz, que foi amplamente impactado pela guerra, que são pelo Mediterrâneo e pelo Mar Vermelho. Segundo ele, não há riscos para essas operações.

Enquanto isso, a companhia permanece focada em acelerar a produção, disse a CEO da companhia, Magda Chambriard, ⁠pontuando que poderá elevar a capacidade de três plataformas previstas para entrar em operação com 225 mil barris por dia (bpd) para 270 mil bpd.

Do lado da exploração, a companhia trabalha para retomar a perfuração da Bacia da Foz do Amazonas, em águas profundas do Amapá, após um vazamento de fluido no mar ter interrompido as operações. A previsão é concluir a perfuração até junho, disseram executivos.

PREÇOS DE COMBUSTÍVEIS

A companhia está avaliando os efeitos do ‌cenário atual, em função da guerra, para identificar qual é o novo patamar de preço de petróleo, disse o CFO. Nesse contexto, os executivos evitaram dar uma previsão de quando poderá haver um reajuste de preços de combustíveis no mercado ⁠interno.

A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, complementou dizendo que "se essa volatilidade for tão grande e essa subida do preço for tão grande assim, certamente ela vai exigir, vamos dizer assim, respostas mais rápidas do que as que exigiriam se a subida fosse mais lenta".

"Mas, como você mesmo disse, nesse momento a gente não tem certeza sequer dessa premissa."

Nesta sexta-feira, o petróleo Brent fechou em alta de 8,5%, enquanto a commodity negociada nos EUA saltou mais de 12%.

Chambriard reiterou que a "política de repasses nervosos" de mudanças de preço de combustíveis no exterior para o mercado interno "é negócio do passado e gerou confusão e insegurança".

INVESTIMENTOS DESCARTADOS

Chambriard também comentou sobre possibilidades de a Petrobras olhar investimentos na Venezuela e pontuou que atualmente a companhia considera o país "difícil, com reservas complicadas de serem exploradas", e que atualmente a empresa não está falando em investir no país.

Além disso, frisou que não há nem autorização para que isso ocorra no momento.

Ela também descartou eventuais investimentos na Raízen, joint venture da Cosan com a Shell, que está com dificuldades financeiras. Segundo a executiva, uma cláusula de não competição em contrato com a Vibra, com validade até 2029, impede qualquer estudo nesse sentido no momento.

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