Petrobras atrasa em 1 ano unidades dedicadas à produção de SAF; avança em coprocessamento
A Petrobras adiou para 2030 o início de suas unidades dedicadas à produção de combustível sustentável de aviação (SAF), atrasando em um ano os planos da refinaria RPBC, em Cubatão, enquanto outros complexos operam a partir de 2031. Apesar do adiamento, a estatal garante atender às metas globais de emissões via coprocessamento, já em expansão nas refinarias Reduc, Revap, Regap e Replan. A estratégia foca na transição energética, ampliando investimentos em biorrefino junto ao agronegócio.
A Petrobras deve atrasar em um ano a entrada em operação de sua produção dedicada de combustível sustentável de aviação (SAF) para 2030, mas avança com a produção do produto por meio da rota de coprocessamento, conforme apresentação do diretor de Processos Industriais e Produtos da companhia, William França, nesta quinta-feira.
A primeira unidade 100% da Petrobras está prevista para entrar em operação na Refinaria Presidente Bernardes (RPBC), em Cubatão (SP), com 16 mil barris por dia de capacidade, em 2030, e não mais em 2029 conforme o previsto no plano de negócios para o período de 2026 a 2030.
Já as unidades dedicadas no Complexo Boaventura, em Itaboraí (RJ), com 19 mil barris por dia, e na Replan, em Paulínia (SP), com 10 mil barris por dia, agora estão previstas para a partir de 2031.
França reforçou, no entanto, que a companhia vai fazer tudo o que está previsto.
"Estamos preparados para atender ao Corsia de 2027 até 2030", afirmou, ao se referir ao esquema global de compensação e redução de emissões da aviação da Organização Internacional da Aviação Civil (ICAO).
Atualmente, a companhia já pode produzir SAF por meio de coprocessamento de conteúdo renovável na refinaria Reduc (RJ). Nas refinarias Revap (SP), Regap (MG), os projetos já foram implantados e estão em processo de certificação.
Já na Replan (SP), a implantação deverá ocorrer até o fim deste ano.
A companhia está na reta final para anunciar o seu novo plano de negócios no fim do ano, que apresentará um cenário mais atualizado para o período de 2027 a 2031. França afirmou que o plano terá um foco importante na transição energética.
O diretor afirmou que a estratégia de transição energética da Petrobras passa por uma aproximação crescente com o agronegócio, ao citar matérias-primas como etanol, óleo de milho, soja, sebo bovino, óleo de cozinha usado e outros resíduos na produção de combustíveis renováveis.
Segundo o executivo, a companhia está ampliando investimentos em biorrefino e pretende aumentar a participação de insumos agrícolas e resíduos em seu portfólio, em linha com a expansão de diesel renovável, SAF e outros bioprodutos.
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