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Para sua viagem

Destinos de compras, Panamá vira alternativa barata a Miami

1 abr 2013 - 07h12
(atualizado às 17h22)
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Mesmo com um ritmo menor de expansão da economia, o crescimento do emprego e da renda no Brasil, em conjunto com a estabilidade do dólar, provocou o aumento dos gastos de brasileiros no exterior. Entre os tradicionais destinos para compras, Miami e Orlando, surge uma alternativa mais em conta para os turistas: o Panamá. Por estar em processo de crescimento e com investimentos internos para aumentar o comércio marítimo, a zona livre de comércio do país oferece impostos mais baixos e descontos atraentes para os consumidores estrangeiros.

Pela sua localização, o Panamá é rota para Caribe e Estados Unidos. Até mesmo os consumidores americanos já frequentam o país pela proximidade e por conseguir adquirir produtos mais baratos que nos Estados Unidos, devido a impostos e incentivos do governo panamenho. Em Nova York, por exemplo,o imposto em média é de 8%; em Miami, 7%; e Orlando, de 6%. Além disso, o Panamá vem fazendo nos últimos cinco anos um trabalho para atrair cada vez mais americanos e europeus idosos e se tornar a cidade dos aposentados, como já é considerada Miami.

Para a professora e coordenadora de cursos de Administração de Varejo da Fundação Instituto de Administração (FIA), Teresa Cristina Zanon, a situação econômica do Panamá e também dos Estados Unidos favorece a demanda brasileira em relação ao consumo nesses países. “O setor mais importante do Panamá é o de serviços, que abrange as atividades financeiras com a zona de livre comércio, a exploração do canal e o registro de navios mercantes. A economia americana vem reagindo e cresce menos que outros países, mas o estado da Flórida está numa fase promissora”, explica. 

Por estar banhado pelos oceanos Atlântico e o Pacífico, sua fauna, sua flora e uma hidrografia com mais de 500 rios, o Panamá desperta o interesse dos brasileiros. O idioma oficial é o espanhol, e a moeda local é o balboa, mas só existe em forma de moedas para pequenos trocos. Conforme dados do Banco Central, a moeda está cotada em R$ 2,01 - mesma cotação do dólar. 

Na prática, o dólar é o mais utilizado e circula livremente. Outro fator positivo, segundo Teresa Cristina, é o câmbio estável desta moeda, que oferece menos riscos para os consumidores programarem suas passagens aéreas, hotéis, passeios e compras. O país da América Central também tem a vantagem de não exigir visto dos brasileiros, que podem visitar e fazer compras por até 90 dias na condição de turistas. 

Miami está na frente

Apesar disso, o gerente de produtos do Caribe, México e EUA da Flytour Viagens, Marcelo Paolillo, garante que o Panamá está longe de desbancar Miami e Orlando como principal destino de compras dos brasileiros, mesmo que os americanos exijam visto dos brasileiros. “Os produtos nos Estados Unidos têm um preço 50% mais barato que no Brasil, enquanto o Panamá tem 30%. É pouca diferença, mas a Flórida, além de ser mais barata, tem mais atrativos que o Panamá. É um sonho para os brasileiros”, afirma.

Paolillo comenta que a procura por estes destinos está muito alta. “Julho está prometendo ser a melhor temporada de todas. Estimamos que vai aumentar em torno de 30%”, prevê. Os pacotes de viagem para os destinos de compras americanos saem em média R$ 3 mil por pessoa, enquanto para o Panamá ficam por R$ 2 mil. O gerente da Flytour Viagens recomenda o planejamento com, no mínimo, cinco meses de antecedência para garantir boas tarifas.

De acordo com dados do BC, em 2012 os gastos no exterior somaram US$ 22,2 bilhões e bateram recorde para um ano fechado. Em 2011, as despesas de brasileiros lá fora haviam somado US$ 21,2 bilhões. Assim, o crescimento foi de 4,5%.

Cartola - Agência de Conteúdo - Especial para o Terra Cartola - Agência de Conteúdo - Especial para o Terra
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