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Número de pedidos semanais de auxílio-desemprego nos EUA atinge menor nível em 57 anos

5 nov 2026 - 10h52
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Resumo
Os pedidos semanais de auxílio-desemprego nos EUA caíram para 189 mil no fim de outubro, atingindo o menor patamar em 57 anos e superando as projeções. O dado reflete a resiliência do mercado de trabalho e o baixo nível de demissões, sustentados pela forte demanda interna. O aumento para 1,06 vaga por desempregado sugere um mercado mais restrito, embora analistas também atribuam os números à redução da força de trabalho provocada por medidas mais duras de imigração.

O número de ‌norte-americanos que entraram com novos pedidos de auxílio-desemprego caiu para o menor nível em 57 anos na semana passada, já que as demissões permaneceram em níveis baixos em um cenário de mercado ⁠de trabalho resiliente.

Os pedidos iniciais de auxílio-desemprego caíram ‌em 6.000, para 189.000 em dado com ajuste sazonal, na semana encerrada em 31 ‌de outubro, informou o Departamento ‌do Trabalho nesta quinta-feira. Economistas consultados pela ⁠Reuters previam 196.000 pedidos para a última semana.

O número de pedidos igualou o nível de 189.000 registrado em meados de julho, que foi o menor desde 1969. Eles têm permanecido em ‌geral abaixo de 200.000 desde meados de setembro.

O ‌baixo número de ⁠demissões, graças ⁠à forte demanda interna e ao crescimento dos lucros, está ⁠ancorando o ‌mercado de trabalho, embora ‌as contratações ainda estejam limitadas pela incerteza em torno da prolongada guerra entre os Estados Unidos e Israel contra o Irã.

O governo ⁠informou nesta semana que havia 1,06 vaga de emprego para cada desempregado em setembro, um aumento em relação à taxa de 1,02 de agosto, o que, ‌segundo alguns economistas, seria um sinal de que o mercado de trabalho está começando a ⁠se tornar mais restrito. Outros, no entanto, interpretaram o baixo nível de pedidos de auxílio-desemprego como resultado de uma força de trabalho menor em meio a medidas mais rígidas contra a imigração, e não de uma redução no número de demissões.

O relatório sobre os pedidos de auxílio-desemprego não tem influência sobre o relatório de emprego de outubro do governo, que será divulgado na sexta-feira, pois está fora do período da pesquisa.

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