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Novo regime tarifário dos EUA deve poupar 46% dos produtos brasileiros vendidos ao país, incluindo aeronaves

24 fev 2026 - 18h41
(atualizado às 18h55)
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As novas ‌regras tarifárias anunciadas pelos Estados Unidos poupam da incidência das tarifas 46% dos produtos brasileiros exportados ao país norte-americano, incluindo aeronaves, informou nesta terça-feira o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços.

Em ⁠nota, o MDIC estimou que outros 25% dos ‌produtos brasileiros exportados aos Estados Unidos ficarão sujeitos à tarifa geral de 10% imposta pelo ‌país após derrota na Suprema ‌Corte. O governo do presidente Donald Trump ⁠já indicou que pretende elevar esse patamar para 15%.

Há ainda 29% do total exportado aos EUA que continuam sujeitos às tarifas impostas com base na chamada Seção 232, na qual produtos específicos ‌são tarifados, com incidência linear entre países.

Na semana ‌passada, a Suprema ⁠Corte dos ⁠EUA derrubou as tarifas abrangentes aplicadas por Trump com base ⁠em uma lei ‌destinada a emergências ‌nacionais, invalidando tarifas impostas por sua gestão até aquele momento.

De acordo com o MDIC, as aeronaves passam a contar com alíquota zero para ⁠ingresso no mercado norte-americano, contra percentual de 10% antes.

"Aeronaves foram o terceiro principal item da pauta exportadora brasileira para os EUA em 2024 e 2025, com ‌elevado valor agregado e importante conteúdo tecnológico", disse a pasta.

O ministério avaliou que o novo regime ⁠tarifário dos EUA amplia a competitividade de diversos segmentos industriais brasileiros no mercado norte-americano.

"Entre os setores beneficiados estão máquinas e equipamentos, calçados, móveis, confecções, madeira, produtos químicos e rochas ornamentais, que deixam de enfrentar tarifas de 50% e passam a competir sob alíquota isonômica de 10% (ou 15%)", afirmou.

No setor agropecuário, produtos como pescados, mel, tabaco e café solúvel também passam da alíquota de 50% para cobrança geral de 10% ou o eventual patamar de 15%.

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