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Negociação com EUA será atípica, sem jogo tradicional de pedido e oferta, diz ex-diretor da OMC

Para Roberto Azevêdo, apesar de aparente abertura de Trump ao Brasil, diplomacia empresarial continuará sendo necessária num mundo em que o multilateralismo está em xeque

25 set 2025 - 11h34
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O ex-diretor-geral da Organização Mundial do Comércio (OMC) Roberto Azevêdo disse que o aceno desta semana do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, abre o caminho para um diálogo, que estava fechado, com o Brasil. Ele ponderou, no entanto, que o Brasil terá que se preparar para uma negociação com o governo americano que será "muito atípica".

"Vai ser uma negociação muito atípica, diferente de tudo o que a gente já viu. Não haverá o jogo tradicional de pedido e oferta. Vai depender muito da capacidade do Brasil em incentivar o diálogo e a cooperação", declarou Azevêdo durante a primeira reunião de trabalho da diretoria da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) que tomará posse em janeiro. Azevêdo aceitou o convite de Paulo Skaf, que vai suceder Josué Gomes da Silva no comando da Fiesp, para presidir o conselho superior de comércio exterior da entidade.

Roberto Azevêdo defende que setor privado precisa ter papel 'mais atuante'
Roberto Azevêdo defende que setor privado precisa ter papel 'mais atuante'
Foto: Gerardo Lazzari/Divulgação ABAG / Estadão

O diplomata disse que ficou contente com a "aparente abertura" manifestada por Trump em seu discurso na Assembleia-Geral da ONU em dialogar com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, após a imposição de tarifas de até 50% contra produtos brasileiros vendidos aos EUA. "É um fato novo."

Ainda assim, Azevêdo ressaltou que a diplomacia empresarial continuará sendo necessária num mundo em que o multilateralismo está em xeque. Ele defendeu maior presença e atuação do setor privado no exterior. "Nas crises, que vão acontecer com mais frequência, não temos os canais azeitados prontos para atuar. O setor privado precisa ter papel mais atuante do que tem", cobrou.

"A diplomacia empresarial é necessária no mundo atual", acrescentou o ex-diretor-geral da OMC. Ele apontou que o Brasil, num ambiente internacional de maior protecionismo, tem um trabalho desafiador à frente para retirar entraves tributários, jurídicos e regulatórios que penalizam setores exportadores.

Estadão
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