Não é papel do BC dar chute em porta com metralhadora na mão, diz Galípolo sobre a Carbono Oculto
Em audiência no Senado, presidente do BC afirma haver confusão sobre atribuições da autarquia; segundo ele, não cabe à instituição julgar conveniência da aquisição de um ativo
BRASÍLIA - O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, afirmou nesta terça-feira, 25, que a autarquia seguiu todo o procedimento legal demandado no caso Master e foi quem o identificou. "O BC trabalhou desde o primeiro minuto", disse Galípolo, que agradeceu ao trabalho do Ministério Público, da Polícia Federal e da Justiça.
Ele participa de audiência pública na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado.
Galípolo citou que há liquidações antigas que estão há décadas correndo na Justiça e ressaltou ser importante que o BC cumpra, também no caso Master, o que está previsto no gabarito da norma legal.
Ressaltou também que não cabe à autarquia o condão de julgar a conveniência da aquisição de um ativo ou de uma operação.
Chute em porta
Galípolo afirmou que vê confusões sobre quais são as atribuições da autarquia em casos que avançam para investigações criminais. Ele enfatizou que a autarquia identifica se há irregularidades em uma operação e, a partir disso, sua obrigação legal é informar o Ministério Público, para que a entidade siga seu processo investigativo.
O presidente do BC citou como exemplo uma notícia veiculada durante a Operação Carbono Oculto, que destacou que ele viajou ao exterior para participar de uma conferência no dia da operação.
"Revela uma expectativa de quem escreveu aquilo, de que o presidente do Banco Central estivesse com a metralhadora na mão, dando chute em uma porta para invadir uma instituição. Não é papel do Banco Central, o Banco Central não faz isso", afirmou.
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