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Ministra das Finanças do Japão pede a ministro do Comércio que evite comentários sobre política do Banco do Japão

14 abr 2026 - 08h34
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A ministra das Finanças do ‌Japão, Satsuki Katayama, disse nesta terça-feira que ela e a primeira-ministra Sanae Takaichi haviam dito ao ministro do Comércio para evitar comentários sobre a política monetária do Banco do Japão, enfatizando que as decisões sobre as ferramentas ⁠de política monetária deveriam ser deixadas para o BC japonês.

No ‌domingo, o ministro da Economia, Comércio e Indústria, Ryosei Akazawa, disse que um aumento dos juros em ‌abril "poderia estar entre as opções" para ‌sustentar a moeda japonesa, já que as taxas ⁠de juros reais do país permanecem bastante baixas.

Quando questionada sobre o comentário, Katayama disse que "o ministro do Comércio não está encarregado da política monetária e, de acordo com a lei, as decisões sobre as ferramentas específicas de política do ‌Banco do Japão devem ser deixadas para o próprio banco ‌central".

"A primeira-ministra e ⁠eu também ⁠dissemos ao Sr. Akazawa, quando o encontramos na reunião de ontem do ⁠Conselho de Política Econômica ‌e Fiscal, que gostaríamos ‌que ele se abstivesse de fazer comentários sobre o assunto", disse ela em uma coletiva de imprensa regular.

Quando perguntado mais tarde na terça-feira sobre sua conversa ⁠com Katayama, Akazawa se recusou a comentar. Ele repetiu a posição do governo de que as especificidades da política monetária cabem ao Banco do Japão decidir.

Antes visto como uma forte possibilidade, ‌um aumento dos juros pelo Banco do Japão em abril está se tornando uma perspectiva cada vez mais fraca, ⁠já que as esperanças cada vez menores de um fim para o conflito no Oriente Médio mantêm os mercados voláteis e confundem as perspectivas de uma economia frágil.

Discutindo o recente aumento nos rendimentos dos títulos públicos japoneses de longo prazo, que subiram brevemente para 2,49%, seu nível mais alto em quase três décadas, Katayama disse que a política de gestão da dívida do Japão se baseia em um diálogo próximo com os mercados e que os leilões de títulos serão realizados normalmente.

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