Ministra das Finanças do Japão conversa com Bessent sobre mercados financeiros
A ministra das Finanças do Japão, Satsuki Katayama, afirmou nesta terça-feira que realizou uma reunião online com o secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, no dia anterior para discutir os mercados financeiros globais, em meio a crescentes preocupações com as fortes oscilações cambiais.
"Discutimos a situação em torno dos mercados financeiros globais, incluindo questões relacionadas aos desdobramentos no Estreito de Ormuz e o possível impacto desses fatores", disse Katayama a repórteres.
Questionada se a intervenção cambial foi explicitamente abordada, Katayama evitou confirmar. No entanto, ela ressaltou que o Japão e os Estados Unidos compartilham um entendimento mútuo firme de que medidas decisivas serão tomadas, se necessário.
"Isso permanece totalmente inalterado", disse ela. "Tendo como pano de fundo as diversas mudanças no ambiente econômico global, tivemos discussões construtivas, e sinto que nossos pontos de vista estão muito alinhados."
Katayama esclareceu que a reunião não foi convocada com caráter de urgência, mas serviu como um acompanhamento das discussões da recente cúpula de líderes do G7 em Évian, na França, da qual Bessent participou.
O iene enfraqueceu brevemente para cerca de 161,9 no final da segunda-feira, ficando um pouco abaixo da mínima de dois anos atingida na semana passada. Uma quebra acima de 161,96 levaria a moeda ao seu nível mais fraco desde 1986.
Tóquio gastou um valor recorde de 11,7 trilhões de ienes (US$72,44 bilhões) em intervenções nos mercados cambiais entre o final de abril e o início de maio.
A discussão entre Katayama e Bessent ocorreu no momento em que as autoridades financeiras japonesas mantêm os mercados na expectativa quanto a uma possível intervenção cambial, com a ausência de sinais claros sugerindo uma possível mudança nas táticas de comunicação.
Katayama afirmou na segunda-feira que Tóquio "responderá apropriadamente às oscilações cambiais a qualquer momento", repetindo uma frase que as autoridades costumam usar independentemente dos níveis do iene.
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