Formalização de microempresários aumenta antes do Carnaval
É comum ouvir que, para os brasileiros, o ano começa realmente só depois do Carnaval. No entanto, para muitas pessoas os primeiros meses são os mais movimentados. E esse grupo que trabalha nos bastidores para viabilizar a folia tem buscado a formalização como uma alternativa para aumentar o faturamento.
A regularização de profissionais de segmentos de aluguel de palcos e estruturas, cantor independente, maquiador, ambulantes de alimentação, barraqueiro, marmiteiro, customizador de roupas, costureira, fabricação de calçados e artesão em gesso teve crescimento médio de 76% em São Paulo, Rio de Janeiro, Salvador e Recife no início do ano passado, de acordo com um estudo divulgado na época pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae).
Para Luiz Barretto, presidente da entidade, a criação da figura jurídica do microempreendedor individual (MEI), em 2009, é a principal razão desta alta. Mas, entre profissionais ligados ao Carnaval, o salto é ainda mais acentuado, pois as escolas de samba preferem lidar com prestadores de serviço que possam emitir nota.
“Ao se formalizar, o empreendedor passa a ter um CNPJ. Ele deixa a informalidade e se torna empresário, ganha uma cidadania empresarial. Isso permite que ele emita nota fiscal e, consequentemente, traz maior segurança às escolas, blocos e foliões na contratação dos serviços ou na produção e venda de produtos consumidos durante a festa carnavalesca”, comenta.
Como microempreendedor individual, também é possível participar de licitações públicas, ter acesso mais fácil a empréstimos, vender por meio de máquinas de cartão de crédito, entre outros benefícios.
“Ainda estamos trabalhando nos dados deste ano, mas acreditamos numa continuidade, pois o ritmo de crescimento do número de microempreendedores individuais se manteve forte em todo o período de 2013, passando de 2,6 milhões para 3,6 milhões”, diz Barretto.