Mercado financeiro argentino recupera forças com resultado eleitoral no Brasil
O mercado financeiro argentino reagiu com forte alta à liderança de Flávio Bolsonaro no primeiro turno das eleições presidenciais brasileiras. Visto como aliado do presidente Javier Milei, o resultado impulsionou a liquidez regional, elevando o índice S&P Merval em 3,68%, puxado pelo setor bancário. O otimismo também valorizou os títulos públicos e fez o risco-país recuar para 615 pontos, já que analistas preveem benefícios aos planos de Milei com um governo afim no principal parceiro comercial.
O mercado financeiro argentino operou com alta generalizada nesta segunda-feira após Flávio Bolsonaro (PL) liderar o primeiro turno das eleições presidenciais no Brasil na véspera, fator que ajudou a mobilizar liquidez na região, afirmaram operadores.
A melhora dos preços foi registrada após quedas significativas no mercado doméstico e foi apoiada por uma demanda por ações do setor financeiro e títulos atrelados ao dólar.
O principal índice da bolsa de Buenos Aires, o S&P Merval, fechou com alta de 3,68%, com destaque para o desempenho dos papéis dos bancos BBVA e Macro, com 5,63% e 5,24%, respectivamente. O índice havia caído 4,36% na semana passada.
O Brasil é o principal parceiro comercial da Argentina. No domingo, Flávio -- que tem o apoio do presidente argentino Javier Milei -- ficou cerca de 2 pontos percentuais à frente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que busca a reeleição, no primeiro turno eleitoral: 47,03% contra 45,16%.
"Consideramos que o resultado eleitoral de ontem (domingo) no Brasil é favorável para a Argentina. A vantagem de dois pontos de Bolsonaro o deixa à beira da vitória, e acreditamos que um real mais forte, taxas mais baixas e a presença de um aliado natural dentro do Mercosul favorecem os planos do presidente Milei", afirmou a consultoria Max Capital.
Enquanto isso, o peso argentino interbancário se valorizou muito levemente, em 0,07%, para 1.520,5 unidades por dólar na venda.
Os títulos argentinos no mercado de balcão valorizaram 0,9% em média, enquanto o risco-país da Argentina caiu para 615 pontos básicos (17h no horário de Brasília), após atingir 655 pontos na sexta-feira, seu nível mais alto em 10 meses.
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