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Magalu fecha parceria para vender produtos na Amazon e avançar no comércio eletrônico

Acordo envolve venda de 12 mil itens, entre eletrodomésticos, games, perfumaria e vestuário esportivo; com iniciativa, Amazon amplia sortimento e Magalu ganha acesso a mais clientes e tecnologia

8 jun 2026 - 12h33
(atualizado às 17h56)
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A partir desta semana, o Magalu começa a vender seus produtos na Amazon, gigante americana do comércio eletrônico. A parceria fechada entre as duas empresas envolve 12 mil produtos das lojas Magazine Luiza, KabuM!, Época Cosméticos e Netshoes, do ecossistema Magalu. O acordo tem abrangência nacional.

São eletroeletrônicos, eletrodomésticos, artigos esportivos, games, cosméticos e itens de perfumaria do Magalu que serão comercializados no site da Amazon.

Com a iniciativa, o Magalu quer acelerar as vendas do e-commerce de bens duráveis por meio de novos canais, porém mantendo a rentabilidade do negócio.

"Somos líderes absolutos em bens duráveis, com uma participação de cerca de 20% do mercado brasileiro. Nossa estratégia é acelerar ainda mais as vendas das nossas categorias core (núcleo), consolidando nossa posição", diz Frederico Trajano, CEO do Magalu, em nota.

No caso da Amazon, a intenção com a parceria é ampliar ainda mais o sortimento de produtos, sobretudo os bens duráveis. Em março deste ano, a empresa deu um passo nesse sentido e começou a vender alimentos perecíveis, o que é considerado a última fronteira de produto do comércio eletrônico.

"Com essa importante parceria, ampliamos nosso portfólio em categorias de alta demanda e reforçamos a agilidade e qualidade na entrega de bens duráveis para milhões de brasileiros. Nosso compromisso é construir a loja mais completa e rápida do País, e a chegada de parceiros como o Magalu acelera essa jornada", afirma, em nota, Juliana Sztrajtman, presidente da Amazon Brasil.

Juliana Sztrajtman, CEO da Amazon Brasil, diz que acordo amplia o portfólio de produtos
Juliana Sztrajtman, CEO da Amazon Brasil, diz que acordo amplia o portfólio de produtos
Foto: Werther Santana/Estadão / Estadão

A Magalu ficará responsável pelas entregas dos produtos, que serão realizadas pela Magalog. A transportadora independente do Magalu vai usar as tecnologias da Amazon para colocar rapidamente produtos de grande porte na casa dos clientes, informam as empresas.

Por sua vez, a parceria com a Amazon conecta o Magalu a mais clientes e abre acesso a ferramentas tecnológicas avançadas de marketplace, infraestrutura e inteligência artificial aplicada à experiência de compra, usadas pela companhia americana.

Redução de custos e aumento de escala

Para o presidente do Instituto Brasileiro de Executivos de Varejo & Mercado de Consumo (IBEVAR) e professor da FIA Business School, Claudio Felisoni, a decisão do Magalu de vender no marketplace da Amazon — assim como a Casas Bahia já vende no Mercado Livre — não é apenas comercial, mas também estrutural.

Grandes marketplaces, observa o professor, funcionam como infraestruturas digitais de varejo, concentrando tráfego massivo, sistemas logísticos avançados, meios de pagamento, sistemas antifraude e algoritmos de recomendação. "Em vez de competir apenas como lojas, eles operam como plataformas com efeito de rede, onde mais vendedores atraem mais consumidores, o que por sua vez atrai mais vendedores."

Por conta disso, os marketplaces diluem custos fixos que são muito altos no comércio eletrônico, como, por exemplo, o custo de aquisição de clientes (CAC). Ao mesmo tempo, os marketplaces aumentam a escala das vendas. "Ao utilizar a plataforma, o varejista 'aluga' a escala que já existe."

Segundo o especialista, a redução de custos e aumento da escala de vendas proporciona grandes vantagens na comercialização de mercadorias, sobretudo em mercados onde a preço é determinado na ponta. Ele cita como, por exemplo de produto cujo preço está dado na ponta, o televisor, onde a diferença de preço entre lojas é muito pequena.

Por isso, diz o especialista, a saída é pensar "da porta para dentro", isto é, ganhar dinheiro sendo mais eficiente e cortando custos. Por essas razões, Felisoni acredita que a parceria entre varejistas e grandes marketplaces é uma tendência.

Estadão
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