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Lula manda 'devolver' carta de Trump, após Itamaraty confirmar veracidade com embaixada dos EUA

Chancelaria brasileira aponta ofensas e erros em documento divulgado pelo presidente americano com tarifas de 50%

9 jul 2025 - 21h22
(atualizado às 23h51)
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BRASÍLIA - O governo Luiz Inácio Lula da Silva avisou nesta quarta-feira, dia 9, que devolve a carta por meio da qual o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, comunicou a imposição unilateral de tarifas de 50% sobre produtos importados do Brasil.

Nesta noite, o engarregado de negócios Gabriel Escobar, chefe da embaixada dos Estados Unidos em Brasília, foi convocado pela segunda vez no dia a comparacer ao Itamaraty. Ele é a principal autoridade do governo americano no País desde janeiro, quando a ex-embaixadora Elisabeth Bagley voltou aos EUA. Trump nunca indicou seu novo representante.

A embaixadora Maria Luisa Escorel, secretária de Europa e América do Norte, comunicou a Escobar que o presidente não receberia a carta, divulgada informalmente por Trump na rede Truth Social.

A diplomata quis saber do encarregado se a carta era autêntica, e o encarregado confirmou que sim, relatam fontes familiarizadas com a conversa. Isso ocorreu pelo método considerado "pouco ortodoxo" na diplomacia de publicar o documento antes que chegasse ao destinatário

Escorel afirmou que a carta era "ofensiva" e apontou que havia "afirmações inverídicas" sobre o País e "erros factuais" a respeito da relação comercial bilateral. Trump citou um déficit na balança, quando na verdade os EUA têm superávit com o Brasil.

Estadão
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