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Lucro líquido do banco espanhol Santander no 3º trimestre aumenta, apesar de queda no Brasil

28 out 2026 - 05h54
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Resumo
O Santander registrou alta de 19% no lucro líquido subjacente do 3º trimestre, atingindo 3,85 bilhões de euros e superando as expectativas do mercado. O desempenho foi impulsionado pelo forte crescimento nos EUA e no Reino Unido após aquisições recentes, além de sólidos resultados na Espanha. Esses avanços compensaram a queda de 15% nos ganhos no Brasil, afetados por maiores provisões para devedores duvidosos e pela desvalorização do real em meio ao cenário político-econômico local.

O banco espanhol Santander  ‌divulgou nesta quarta-feira um aumento de 19% no lucro líquido subjacente do terceiro trimestre, impulsionado pelas contribuições de instituições financeiras recentemente adquiridas no Reino Unido e nos EUA, embora os resultados mais fracos no Brasil tenham pesado sobre ⁠os números.

O maior banco da zona do euro em ‌valor de mercado registrou lucro líquido subjacente de 3,85 bilhões de euros (US$4,29 bilhões), um pouco acima da previsão média ‌dos analistas de 3,75 bilhões de euros, ‌apoiado pelo forte desempenho na Espanha e pelas ⁠maiores receitas do grupo.

Após despesas com perdas por impairment e reestruturação de 416 milhões de euros, principalmente relacionadas à aquisição da instituição financeira norte-americana Webster, o lucro líquido atribuível aos acionistas divulgado caiu 2%, para 3,43 bilhões de ‌euros. Esse valor ainda superou a previsão dos analistas, de ‌3,23 bilhões de ⁠euros.

Por décadas, a ⁠presença do Santander em 10 mercados principais ajudou a protegê-lo da ⁠fraqueza econômica em países ‌específicos, mas o deixou ‌exposto a desvalorizações cambiais, particularmente na América Latina.

Recentemente, o banco buscou fortalecer sua posição em mercados desenvolvidos por meio das aquisições do TSB e do Webster, ⁠o que, segundo as expectativas, ajudará a elevar os lucros em mais de 40% nos próximos três anos, para mais de 20 bilhões de euros.

O lucro líquido trimestral cresceu 48% nos EUA ‌e 40% no Reino Unido, mas caiu 15% no Brasil, o segundo maior mercado do Santander, devido a provisões mais ⁠elevadas.

As ações do Santander caíam 3% na segunda-feira, depois que o real sofreu suas maiores perdas em anos, na sequência da reeleição surpresa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Analistas do Citi afirmaram que um cenário provável de taxas de juros mais altas por mais tempo sob o governo de Lula poderia atrasar a normalização da carteira de créditos inadimplentes do Santander. No Brasil, o banco se beneficia de taxas de juros mais baixas, pois os custos de captação estão intimamente ligados às taxas de referência.

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