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Juros futuros caem em sessão de noticiário esvaziado no Brasil

12 jan 2026 - 16h45
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As taxas dos DIs (Depósitos Interfinanceiros) fecharam a segunda-feira em baixa, em uma sessão de noticiário esvaziado no Brasil, enquanto no exterior os rendimentos dos Treasuries subiram mais cedo em meio ao aumento da pressão do governo Trump sobre o ‌Federal Reserve.

No fim da tarde a taxa do DI para janeiro de 2028 estava em 13,02%, em baixa de 5 pontos-base ‌ante o ajuste de 13,07% da sessão anterior. A taxa para janeiro de 2035 marcava 13,48%, com queda de 7 pontos-base ante 13,546%.

Com a agenda econômica e política esvaziada no Brasil, em meio ao recesso do Congresso, as taxas futuras oscilaram próximas da estabilidade no início do dia e se firmaram em baixa durante a tarde, ainda que os movimentos tenham ‍sido contidos.

Profissional ouvido pela Reuters pontuou que a "ausência de notícias ruins", já que o Congresso está fechado, permitiu a redução de prêmios.

No noticiário local, destaque apenas para o encontro entre representantes do Banco Central e do Tribunal de Contas da União para discutir o caso da liquidação do Banco Master, que não teve efeitos sobre ‌a curva.

Após a reunião, o presidente do tribunal, ministro Vital do Rêgo, afirmou ter ‌sido informado pelo BC que é "muito importante" que o órgão faça inspeção na autoridade monetária sobre a liquidação do banco. Segundo ele, a inspeção pelo TCU será feita com interlocução entre os dois órgãos.

Também sem efeitos maiores sobre a curva, o boletim Focus do Banco Central revelou pela manhã que a mediana das projeções dos economistas para a inflação em 2026 passou de 4,06% para 4,05% e em 2027 seguiu em 3,80%. A taxa básica Selic para o fim deste ano continuou em 12,25% e para o final do próximo ano permaneceu em 10,50%.

A baixa das taxas futuras no Brasil contrastou com o exterior, onde os rendimentos dos Treasuries subiram, em especial pela manhã e entre os contratos mais longos.

O movimento foi impulsionado por revelação feita pelo chair do Fed, Jerome Powell, no domingo dando conta de que a instituição havia recebido intimações do Departamento de Justiça dos EUA na semana passada, referentes a comentários que ele fez ao Congresso sobre os custos excedentes de uma reforma de US$2,5 bilhões na sede da instituição, em Washington.

De acordo com Powell, "essa ação sem precedentes deve ser vista no contexto mais amplo das ameaças do governo e da pressão contínua" por taxas de juros mais baixas e, de forma mais ampla, por uma maior influência sobre a instituição.

Após a pressão ‌vista pela manhã, na esteira dos comentários de Powell, os rendimentos dos Treasuries registravam altas menores no fim da tarde. Às 16h35, o rendimento do Treasury de dois anos--que reflete apostas para os rumos das taxas de juros de curto prazo-- mostrava estabilidade, aos 3,543%. Já o retorno do título de dez anos --referência global para decisões de investimento-- subia 1 ponto-base, a 4,183%.

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